Auckland, 27 (AE) - Se o vento permitir, nesta segunda-feira (21h15 horário brasileiro), será disputada a quarta regata da série melhor-de-nove entre os veleiros Black Magic e Luna Rosa, pelas finas na Americas Cup, no Golfo de Hauraki, em Auckland. O vento tornou-se a principal estrela da competição depois do adiamento de três, das seis primeiras provas do programa. Para hoje, a previsão é de vento nordeste, oscilando entre sete e dez nós (em torno de 15km/h).
Nas três primeiras regatas, variou de sudeste e sueste. Se a previsão for confirmada, a direção do vento para a quarta regata será novidade.
"Para nós o adiamento da regata não mudou muita coisa. O que talvez seja bom, é correr com o vento nordeste. Ainda não enfrentamos eles com esse tipo de vento, Mas é bom lembrar que fazer previsão aqui na Nova Zelândia é muito difícil. Tudo muda de repente", destacou o Torben Grael, tático do barco Luna Rosa
que perdeu as três primeiras provas para os neozelandeses. Além de esperar pela mudança na direção do vento, os italianos tambem estão preocupados com a intensidade.
Mesmo tendo que arriscar nas próximas regatas e partir para o ataque para tentar diminuir os 3 a 0, Torben prefere que o vento nao passe de dez nós. " O barco deles é mais veloz e com o vento forte deve fazer tudo mais rápido, principalmente as manobras. Continuo acreditando que o melhor para nós será o vento fraco". As três primeiras provas das finais da Americas Cup foram adiadas porque o vento era fraco ou rondava muito. Na terceira, as duas situações aconteceram, impedindo que a Comissão de Regata desse a largada. Ao contrário do polêmico adiamento da última quinta-feira, dessa vez a decisão foi bem aceita por italianos e neozelandeses. "Não dava para correr, seria uma loteria. Havia dois ventos vindo do continente e um terceiro, que vinha lá de fora e matava esses dois, criando um buraco na raia", esclareceu Torben.
No local onde deveria ser dada a largada o vento não passou de quatro nós. O acordo entre as tripulações é de que o vento seja de no mínimo sete nós para se fazer a regata. A época do ano que os neozelandeses escolheram para as finais da Americas Cup, também está contribuindo com os adiamentos. O verão em Auckland, atinge o pico em fevereiro, atraindo turistas e contribuindo com o marketing da Americas Cup.
Porém, estatisticamente, os ventos mais fracos da região ocorrem justamente no mes de fevereiro.