Em meio ao milinário mercado das Ligas de Basquete, Beisebol e Futebol Americano, um grupo de garotos dos Estados Unidos com idade entre 14 e 15 anos decidiu seguir uma outra linha pouco popular no país: o ''soccer''. E para aprender, nada melhor do que uma visita ao local onde a bola mais rola e reina absoluta. Com o intuito de melhorar o nível do time e conhecer um pouco mais sobre o esporte mais popular do planeta, o Galaxy USA, de Los Angeles, montou uma espécie de seleção norte-americana Sub-15 para participar da Copa Brasil, promovida pelo Paraná Soccer Technical Center (PSTC), em Londrina.
A comissão técnica é brasileira. José Luís Sobrinho, 44 anos, é o treinador. O ex-goleiro do Apucarana e do Grêmio Maringá foi quem teve a idéia de excursionar com o time pelo Brasil. No próximo dia 28, a equipe embarca para Curitiba, onde estagiará no CT do Caju, do Atlético Paranaense. Dia 6 de agosto, o grupo retorna a Los Angeles.
''Queríamos que os garotos pegassem experiência, que eles vissem como é o futebol brasileiro, ver a parte disciplinar, o nível técnico, os fundamentos, além do convívio com os outros garotos'', explicou o treinador. Ele é auxiliado por Beto dos Santos, 41, ex-meia do América do México e de inúmeros clubes americanos.
A viagem foi custeada em parte por um patrocinador e o restante pelos pais dos garotos. Quando ficaram sabendo que viriam jogar no Brasil, a alegria foi imensa, como conta José Luís: ''Eles viriam fazer o aprendizado no melhor país do mundo em relação ao futebol''.
Nem mesmo as três goleadas sofridas 4 a 0 para o Flamengo, 5 a 1 para o PSTC e 10 a 0 para o América-MG mudaram o pensamento do treinador. ''Esse intercâmbio é a melhor coisa para eles. O torneio foi uma lição. Achavam que teriam facilidade, que conseguiriam equilibrar as forças e viram que tem muito a ser trabalhado ainda, que o nível está bem abaixo'', apontou José Luís.
O técnico conta que os meninos com idade entre seis e 13 anos têm muito interesse pelo futebol nos Estados Unidos. Depois dessa idade, eles começam a ver o número de ídolos milionários que aparecem rapidamente no basquete, no beisebol e no futebol americano e migram para esses esportes.
O intercâmbio com brasileiros faz parte dos planos para mudar essa escrita. A intenção de José Luís é de que o clube continue participando desta e de outras competições nos próximos anos. ''A receptividade foi muito boa, tanto do PSTC como da cidade e queremos manter essa parceria'', disse.
Junto com os garotos vieram também alguns pais. Olga Lopes, 39, trouxe além do filho, uma filha de nove anos que sonha em ser goleira. ''Sempre sonhamos em conhecer o Brasil por causa do futebol'', disse Olga.
Ela contou que o filho é apaixonado pelo futebol brasileiro e que em seu quarto há uma bandeira do Brasil pintada na parede. ''Tenho muita esperança de que ele se torne um jogador. É o sonho dele e, sendo assim, é meu também'', comentou.

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