Americana fica em quinto em Mundial e pode ser a 1ª trans na Olimpíada


DEMÉTRIO VECCHIOLI
DEMÉTRIO VECCHIOLI

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Chelsea Wolfe, 27, pode se tornar a primeira atleta sabidamente transexual a participar dos Jogos Olímpicos. A norte-americana ficou em quinto lugar no Campeonato Mundial de BMX Freestyle, disciplina do ciclismo que estreia em Tóquio-2020, fechou o ranking nacional em terceiro, e deverá ser convocada para ser a primeira reserva do time dos Estados Unidos no Japão.

"Não acho que eu tenha pensado totalmente em como isso é emocionante, e como é incrível chegar tão longe com este meu sonho feroz ao qual dediquei minha vida nos últimos cinco anos", afirmou ao Outsports. Antes competidora no BMX Racing, ela migrou para o Freestyle —em que o que vale é a qualidade da manobra, como no skate ou no surfe— depois que a disciplina se tornou olímpica.

Apesar do ótimo resultado no Mundial, Chelsea não deve ter vaga direta na Olimpíada porque os EUA estão muito bem servidos com Hannah Roberts, que foi tricampeã mundial na segunda, e Perris Benegas, quarta colocada nesse campeonato disputado em Montpellier, na França. Como reserva, Chelsea competirá em Tóquio se uma das outras duas se machucar ou precisar ser vetada por qualquer outra razão, como Covid-19.

Existe também a expectativa de que uma mulher trans compita no levantamento de peso em Tóquio. Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, fechou o ranking olímpico em 15º na categoria super pesado, para atletas de mais de 87 quilos, e deverá ter vaga como melhor da Oceania nessa subdivisão.

Por causa de uma série de peculiaridades nos critérios de divisão de vagas entre os países no levantamento de peso, ainda não é possível cravar a participação dela na Olimpíada. Mas, se Hubbard for a Tóquio, ela tem boas chances de brigar por prata ou bronze.

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