América-MG se "nacionaliza" com título inédito
América-MG se "nacionaliza" com título inédito2/Mar, 16:23 Por Evaldo Magalhães Belo Horizonte, 02 (AE) - Os torcedores do América-MG comemoravam, ainda hoje, a conquista do segundo título mais importante dos 87 anos de história do clube: o do Torneio Sul-Minas, obtido com duas vitórias indiscutíveis sobre o poderoso Cruzeiro - 1 a 0, domingo, e 2 a 1, quarta-feira à noite, no Mineirão. O principal troféu continua sendo o de Campeão Brasileiro da 2ª divisão, em 1997, mas o fato de ter batido, no Sul-Minas, quatro das dez primeiras equipes do ranking da CBF - além do Cruzeiro, o Atlético-MG, o Internacional e o Grêmio - foi motivo de euforia para os americanos. "Com essa conquista, o América se nacionalizou", resumiu o técnico e ex-jogador do time Flávio Lopes, que, na atual função, chegou à sua primeira taça no futebol profissional. "Daqui para frente, serão alegrias para os nossos torcedores." O treinador, campeão mineiro com o América em 1993 como atleta, atribuiu o título, principalmente, a uma "boa mistura" feita no time. De um lado, jogadores até certo ponto inexperientes, formados nas divisões de base do América ou vindos de equipes menores - caso do meia Ruy e dos atacantes álvaro e Rinaldo. De outro, figuras mais tarimbadas e vindas de clubes de elite, como o atacante Palhinha, revelado no próprio América e com passagens vitoriosas por São Paulo e Cruzeiro, o centroavante Zé Afonso, ex-Grêmio, o meia Edgar, ex-Atlético-MG, e o meia Pintado, ex-São Paulo. Além, é claro, do veretano goleiro Milagres, que foi o grande destaque do jogo de ontem, com defesas quase impossíveis. "O que aconteceu não apenas na decisão, mas em todo o torneio, foi que os jovens da nossa equipe não sentiram tanto a pressão, como poderia se esperar, e os experiente mostraram que ainda estão bem vivos para jogar futebol", afirmou o técnico. Lopes ressaltou ainda "a grande organização e "profissionalismo" dos dirigentes americanos, que acabaram de substituir o sistema presidencialista, utilizado pela maior parte das equipes brasileiras, por outro em que o clube é dirigido por um conselho gestor, a exemplo do que foi feito há mais tempo pelo pelo Atlético-PR. "O sentimento de equipe aqui é muito grande, desde o comando do clube até os jogadores; não há lugar para vaidades", disse. "Não foi à toa que, mesmo com um baixo investimento, derrotamos na final uma equipe de altíssimo nível técnico como o Cruzeiro, que investiu R$ 15 milhões em contratações."





