São Paulo - Muitos acreditavam que o Manchester United pudesse marcar cinco gols no Gamba Osaka. Poucos, porém, apostariam que os japoneses vazariam três vezes o atual dono da Europa. Foi com o placar mais elástico da história dos Mundiais que os ingleses se garantiram na final contra a LDU. ''As pessoas tiveram seu dinheiro bem gasto'', resumiu o técnico Alex Ferguson.
Até ontem, os maiores resultados do Mundial interclubes, contando a antiga disputa restrita a Europa e América do Sul, tinham sido o 5 a 2 do Santos sobre o Benfica, na final de 1962, e o 4 a 3 do Al Nassr ante o Raja Casablanca, em 2000. ''O gol que realmente os matou foi o terceiro'', disse Ferguson, a respeito do tento anotado por Wayne Rooney um minuto após ter entrado no lugar do argentino Tevez, aos 29 minutos da etapa complementar.
Àquela altura, os japoneses ainda celebravam o gol de Yamazaki no 1 a 2. O Gamba acusou o golpe, atirou-se ao ataque e perdeu a concentração. Sem dificuldades, Fletcher, de cabeça aos 33, e novamente Rooney, aos 34, abriram 5 a 1 no placar.
Empurrados por sua torcida, os anfitriões começaram bem o duelo e, amparados nas investidas do brasileiro Lucas e do meia Endo, conseguiram levar perigo à meta de Van der Sar.
A derrota nipônica começou em duas cobranças do veterano Giggs. Além do tento de Ronaldo, nos acréscimos do primeiro tempo, o zagueiro Vidic já aproveitara assistência do meia galês aos 28 minutos.
Na parte final da partida, o Gamba aproveitou-se do cansaço dos ingleses, que tiveram poucos dias para se adaptar ao fuso horário local. Endo, em cobrança de pênalti aos 40 minutos, e Hashimoto, nos acréscimos do jogo, diminuíram o prejuízo.

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