São Paulo - No ''caldeirão'' do Pacaembu, o diabo precisou rezar para vencer. Em uma final disputada com temperatura de 37 graus, o América de São José do Rio Preto (SP) bateu o Comercial de Ribeirão Preto (SP) por 3 a 1, nos pênaltis, e levou pela primeira vez o título da Copa São Paulo de Juniores, diante de 4 mil pessoas, segundo a Polícia Militar.
Foi a primeira vez que uma final da competição contou com apenas equipes do interior de São Paulo. Para o América, o título teve sabor de vingança: em 1988, fora derrotado pelo Nacional, de São Paulo, por 3 a 0.
Assim que o árbitro Marcelo Rogério determinou as cobranças de pênaltis após empate de 0 a 0, os jogadores do América, cujo mascote é um diabo, uniram-se e ajoelharam. Rezaram.
O América superou a principal arma do time de Ribeirão Preto. A equipe conquistara a vaga na decisão após três decisões seguidas com penalidades.
Se Anderson, goleiro do Comercial, foi o herói ao defender cinco cobranças para sua equipe nas fases anteriores, o brilho na final trocou de camisa 1: o herói do título americano foi André Zuba. Ele defendeu duas penalidades, cobradas pelo meia Jônatas e pelo atacante Thiago e ainda conferiu a sua no ângulo direito.

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