Bergisch Gladbach - Como titular absoluto, ele era um dos jogadores mais afáveis da seleção. Só que no caminho da reserva, para a entrada de Robinho no time titular, Adriano não esconde mais sua insatisfação com isso.
Pela segunda vez seguida, ele se negou a falar com os jornalistas. No lugar do sorriso de sempre, uma cara fechada, música nos fones de ouvido e muita pressa para entrar no vestiário foi o primeiro a fazer isso.
Alguns companheiros disseram não ver nada estranho no atacante. ''Ele sempre foi assim. A gente não tem que levar isso em consideração'', disse o lateral e capitão Cafu. ''Ele continua brincando muito na concentração'', falou Robinho.
Mas Roberto Carlos afirmou que Adriano está sim magoado. E, segundo ele por culpa da imprensa. ''Ele está chateado com o que lê. Se vocês o tratarem melhor, ele melhora'', opinou ele, que também não foi titular contra o Japão.
Além da definição do time titular, o assunto ontem antes do treino brasileiro foi a guerra de palavras com o time de Gana. E a seleção preferiu a prudência, com uma certa ironia. ''Eu respeito todo mundo, até time do interior. Imagine uma seleção nacional'', disse o meia Juninho, que vê no excesso de faltas do time africano uma chance para o Brasil fazer gols em cobranças de faltas.
''Eu não sei o que eles falaram. Não entendo o que eles dizem...'', falou Roberto Carlos, que também tocou na tal irresponsabilidade de Gana, o que detonou a batalha verbal entre as duas equipes. ''O Brasil sempre foi irresponsável e, por isso, venceu tudo''. Cafu novamente foi menos provocador que o colega. ''Eles não têm tanta responsabilidade como a seleção brasileira. É diferente de ser irresponsável'', analisou. (Folhapress)

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