São Paulo - O primeiro a levantar a dúvida foi Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da F1. Questionado sobre as equipes que estreiam na categoria neste ano, disse não saber se todas conseguirão alinhar seus carros no grid do GP do Bahrein, no dia 14 de março.
Agora, a Campos deu sinais de que o dirigente inglês pode ter razão. A equipe, que terá Bruno Senna, admitiu que seu carro não ficará pronto a tempo de participar de nenhuma das quatro sessões de testes coletivos antes do início do Mundial.
E deixou em aberto a confirmação de que estará na corrida que inaugura a temporada. ''Os carros estão em estágio bem avançado, temos um piloto contratado e nossa intenção é estar no Bahrein para a primeira prova'', declarou Daniel Eisen, estrategista do time espanhol. ''Na verdade o Bahrein vai ser um teste e não a primeira corrida para nós'', seguiu. ''Todos estamos preocupados, mas isso é natural, pois a temporada é longa e somos novatos. Mas, primeiro de tudo, queremos estar lá (no Bahrein) com o melhor de tudo, principalmente os carros'', afirmou.
O time, fundado pelo ex-piloto Adrián Campos, sofre com a falta de dinheiro e ainda corre atrás de patrocinadores para viabilizar sua estreia e não ter que ''vender'' seus cockpits - quando acertou com a Campos, Bruno não levou nenhum contrato pessoal para a equipe. ''Ele (Bruno) não veio com dinheiro, e isso é bastante importante para nós. Desde o começo queríamos que as coisas fossem assim'', falou Eisen.

mockup