Ameaça de greve é o assunto do dia em Magny-Cours
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Folhapress 
São Paulo - Uma ameaça de greve dos pilotos da F-1 agitou o primeiro dia de atividades do GP da França, que será realizado no domingo em Magny-Cours. A GPDA (associação de pilotos da categoria), cujos principais representantes são Mark Webber, Fernando Alonso e Pedro de la Rosa, criticou a entidade chefiada por Max Mosley por conta do valor da superlicença, documento necessário para cada piloto se inscrever em uma temporada da F-1.
A polêmica começou em janeiro, quando a FIA aumentou o valor da superlicença para 10 mil euros (cerca de R$ 24 mil), além de 2 mil euros (R$ 4,96 mil) por cada ponto conquistado no campeonato do ano anterior. Até o ano passado, a tarifa era de 1.725 euros (R$ 4,28 mil) e mais 456 euros (R$ 1,13 mil) por ponto.
Dessa maneira, os pilotos que chegam a 100 pontos na classificação final terão de pagar mais de 200 mil euros (R$ 496,89 mil) à FIA. No ano passado, Kimi Raikkonen foi campeão com 110 pontos.
Diretor da GPDA, Fernando Alonso considerou o assunto ''sério'' e não descartou uma possível greve dos pilotos na próxima etapa, em Silverstone.
Outros pilotos engrossaram o coro de Fernando Alonso, como Lewis Hamilton, Robert Kubica, Felipe Massa e Kimi Raikkonen, que descartaram, no entanto, uma possível greve. ''Greve não é o jeito de se pensar, a gente tem acordo com equipe, patrocinadores. Mas não é justo um piloto ter que pagar mais do que o outro porque corre em uma equipe maior ou tem mais dinheiro'', criticou Massa. ''Acho que a superlicença precisa ser igual para todos.''


