Amauri sonha com a Seleção Brasileira
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domingo, 16 de novembro de 2008
Bruno Winckler<br>Agência Estado 
São Paulo - Amauri não tem dúvidas de que já merece uma chance na Seleção Brasileira. Há nove anos na Itália, o jogador de 28 anos é visto pelos técnicos do País como a solução para o ataque da Azzurra, como é carinhosamente conhecida a seleção local.
Ele tenta adquirir a cidadania italiana, mas não sonha com a possibilidade de usar azul antes do amarelo. "Quero vestir a canarinho. Azzurra fica em segundo plano, por enquanto", disse Amauri, autor de um dos gols na vitória da Juventus sobre o Genoa, por 4 a 1, que levou o time à vice-liderança provisória do Campeonato Italiano.
Agência Estado - Na Itália já contam com sua naturalização. Você ainda sonha em defender a Seleção Brasileira?
Amauri - Eu sou brasileiro. Muitas pessoas acham que eu tenho que escolher, mas não é assim. Ainda não tenho passaporte italiano. Sou brasileiro e só. Claro que é um orgulho para mim o interesse da Itália, mas meu primeiro sonho é vestir a camisa do Brasil. Quero repetir os passos do Romário, meu maior ídolo, e acho que estou fazendo tudo certo para ter uma chance na Seleção.
Como está o processo de naturalização?
Há um ano encaminhei os documentos. Espero que no começo de 2009 já saia o passaporte.
Qual é a sua prioridade?
Minha prioridade sempre foi a Seleção Brasileira. Mas aqui na Itália todos gostam de mim. Leio nos jornais que taticamente seria um atacante perfeito para a Itália, uma ótima opção. Eu era totalmente desconhecido no Brasil e acho que por isso veio esse interesse daqui.
A Seleção Brasileira passa por um momento ruim. Como vê de longe tudo isso?
O Brasil sempre será pressionado para jogar bem. É a seleção mais vitoriosa da história. Tem jogadores como Kaká, Ronaldinho e por isso todos jogam diferente contra o Brasil. Não é fácil vencer. Os comentários, quando não ganha, sempre serão ruins porque o Brasil é o Brasil. Estávamos acostumados com o Brasil passando por cima de todo mundo, mas não é mais assim. Todas as grandes seleções são mais pressionadas.
Acha que pode ajudar o Brasil?
Não sei se posso contribuir, mas estou pronto para essa chance. Espero que Dunga me chame. Mas se não chamar, não vou desanimar.
O que te faz acreditar nisso?
Depois de nove anos na Itália cheguei a um time grande, que brigará por títulos. Estou no auge da minha carreira (antes da Juventus, jogou por Chievo e Palermo).
Quais são as expectativas para seu primeiro ano na Juventus?
Começamos mal, mas as duas vitórias contra o Real Madrid pela Champions League nos animaram. Estou em um grande clube e se fizer o que fiz pelo Palermo (23 gols em 52 jogos) em um time de tradição, estarei satisfeito. Minha responsabilidade aumentou.


