Marcos Zanatta
De Maringá
O time da Associação Maringaense de Futebol de Salão (Amafusa) entrou no campeonato deste ano para ficar entre os oito melhores classificados, mas agora vai disputar o quadrangular final, e quer o título. O que mais impressiona no entanto não é o desempenho do time, mas dos atletas, a maior parte juvenis. ‘‘Quando formamos a associação decidimos apostar em um trabalho de base, mas não esperávamos o resultado tão cedo’’, confessa Odalvir Nardino, presidente da Amafusa. São apenas três jogadores de experiência e a maioria com menos de 20 anos.
A Amafusa comemora o resultado mas a diretoria da entidade tem dois receios. O primeiro é o time chegar ao título estadual e faltar patrocinadores. Nardino lembra que se a equipe for campeã, a torcida vai cobrar a formação de um time mais experiente. ‘‘Hoje não temos como fazer isso’’, confessa. Outra ‘‘preocupação’’, até mais séria, é que os destaques sempre vão embora para outros clubes quando mostram resultados. ‘‘Fazemos um trabalho de base, com mais de 180 menores, mas não temos como segurar as revelações’’, lamenta.
A associação foi formada depois que o futebol de salão de Maringá ficou praticamente desapareceu. A torcida cobrava a formação de um time e os jogadores antigos decidiram fazer uma associação para o trabalho de base. ‘‘Formamos uma equipe boa, mas não temos respaldo financeiro’’, confessa Nardino. O time depende de apoio do Clube Olímpico e do retorno das placas de publicidade instaladas na quadra em jogos de campeonato. ‘‘Ou da ajuda dos pais dos jogadores’’, explica o dirigente.

mockup