Centro e cinquenta e quatro competidores participaram ontem da etapa londrinense do Rally Universitário Fiat, realizado em um percurso de 138 km que, além de Londrina, passou por Cambé e Rolândia. Na contagem dos participantes incluem-se pilotos navegadores e alguns ''zequinhas'', como são chamados aqueles que vão apenas como passageiros.
Com a planilha de prova em mãos os competidores largaram de manhã e com seus próprios carros seguiram rumo a estradas rurais da região. O tempo estipulado para a prova foi de quatro horas e oito minutos.
Estudantes de direito, o casal de noivos Cláudia Henrique e Diego Bacarim de Almeida participou pela segunda vez do evento. No ano passado ele foi navegador e ela dirigindo. Mas desta vez resolveram trocar. ''O navegador errou e esse ano resolvemos mudar a estratégia'', brincou Cláudia.
Quem também estava muito bem acompanhado era o estudante de agronomia Julio Cesar Harbs, que teve como navegadora a mãe Verônica. ''Eu queria ir e ela disse que só deixava se viesse junto como navegadora'', contou o universitário.
E a prova não contava apenas com a presença de londrinenses. O técnico judicial Renato Alfeu de Marco, por exemplo, veio de São Paulo para participar do rali em Londrina. Com um Citroen Air Cross ele e a navegadora e irmã Paula Tereza de Marco esperavam garantir um bom resultado em sua terceira participação no rali. ''Sempre conseguimos resultados bons, já chegamos a ficar em segundo lugar. Estamos atrás daquele carro zero quilômetro também'', afirma Renato, se referindo ao modelo Fiat que será o prêmio de quem vencer na final em dezembro.
Embora seja voltada a um público amador, a competição segue as regras tradicionais de um rali de regularidade, em que os ganhadores não são os mais velozes ou quem chega primeiro, mas aqueles que conseguem seguir com maior proximidade o que foi estipulado na planilha.
Com um GPS acoplado o veículo é monitorado durante todo o percurso. Em vários pontos estão estipulados horários que a equipe deve cumprir ao passar. Passar antes ou depois do previsto acarreta em perda de pontos. O mesmo acontece com quem não respeitar os limites de velocidade estipulados em cada trecho. Não seguir regras de trânsito básicas, com o uso do cinto de segurança, pode até desclassificar a equipe.
''Além da questão de propiciar a diversão e aventura do esporte para iniciantes com uma prova tranquila há também o lado de educação de trânsito. A gente alerta muito, por exemplo, quanto a proibição do uso de bebidas alcoólicas e fazemos blitze no caminho para checar isso'', destaca o diretor geral do evento, Eduardo Regal.
O evento também tem um lado social e durante as inscrições para a prova de Londrina conseguiu arrecadar 616 latas de leite em pó que serão doadas a Apae da cidade.
A dupla Thiago Lopes/Renan dos Santos, de Londrina, venceu na categoria Universitário e se classificou para disputar um Fiat zero quilômetro, na final, em dezembro, com todas as despesas pagas. Na categoria Paixão Fiat, a vitória foi do casal Rodrigo e Telma Darini, de Rolândia, que competiu com um Fiat 147.

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