São Paulo - No campo o time não anda bem. Nas finanças a situação é até razoável. O futebol do Palmeiras, por incrível que pareça, não é deficitário. Números dos balanços do clube em 2007 e 2008 apresentaram lucros. O problema é dívida bancária que só pode ser quitada com a venda de jogadores. Não há outra mágica.
O vice-presidente Gilberto Cipullo, o dirigente que administra o futebol do Palmeiras desde 2007, adianta que nenhum jogador do atual elenco é inegociável. Se aparecer uma boa proposta, o Palmeiras vende no ato.
''Não há outro meio de se pagar dívida do clube que não seja a venda de jogadores. Isso não é só com o Palmeiras, se passa com todos os clubes'', argumenta Gilberto Cipullo.
De acordo com o dirigente, a negociação de três ou quatro jogadores resolveria os problemas financeiros do Palmeiras. Ele aponta que, apesar de o futebol dar lucro, a área social continua no vermelho. ''A área social acaba engolindo o superávit do futebol profissional'', adianta Cipullo.
A seu favor os números dos balanços de 2007 e 2008. O lucro do seu departamento foi de R$ 2,9 milhões em 2007. E chegou a R$ 9,2 milhões em 2008. As contas de 2009 já foram aprovadas pelo conselho do clube, mas ainda não foram publicadas.
Com base nesses números, o dirigente se defende das acusações de alguns segmentos do clube que pedem a sua cabeça ao presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. Cipullo está no centro do furacão no Palestra Itália. Sofre pressão de conselheiros e de facções organizadas da torcida. Mas continua firme no comando do futebol.
Sonho antigo
Tão firme que não desistiu de reforçar o time para o Brasileirão e bancar a permanência de Antônio Carlos, mesmo com uma eventual queda na Copa do Brasil. Antônio Carlos tem respaldo até do presidente Belluzzo, apesar de enorme pressão no Palestra pela sua saída.
Cipullo confirmou ainda que a prioridade é a contratação de um atacante para o Campeonato Brasileiro. E o sonho de trazer Kléber não acabou. ''Continuamos sonhando sim com o Kléber'', disse o dirigente. (Agência Estado)

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