Alviceleste gastou mais de R$ 20 mil com arbitragem
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terça-feira, 05 de março de 2013
Thiago Mossini 
O Londrina ainda estuda qual decisão vai tomar para protestar contra a arbitragem no jogo de domingo, contra o Coritiba, que lhe custou o título do primeiro turno do Campeonato Paranaense. O Tubarão reclama de três pênaltis não marcados contra o Coxa, todos por bolas que bateram no braço de jogadores alviverdes. Em um deles, na sequência do lance, saiu o gol da vitória do time da capital. Para ter uma arbitragem contestada como esta, o clube gastou mais de R$ 20 mil.
De acordo com o borderô da partida disponibilizado no site da Federação Paranaense de Futebol (FPF), foi descontada da renda do jogo o valor de R$ 22.968,44, para pagamento de despesas com arbitragem. Deste montante, R$ 4.140 correspondem aos honorários do quarteto do apito. Já a maior fatia fica com a Comissão de Arbitragem da FPF: R$ 17.540,00, correspondente a 2% da renda bruta, que foi de R$ 877 mil.
De acordo com a assessoria de imprensa da FPF, o dinheiro arrecadado é utilizado para manutenção da comissão, incluindo salários dos quatro membros e a pré-temporada dos árbitros, que é realizada antes do começo de cada temporada.
As despesas, no entanto, não param por aí. A FPF leva ainda 10% da renda bruta. Na partida entre Londrina e Coritiba, a entidade ficou com R$ 87,7 mil. Juntando outras despesas, sobrou para o Tubarão R$ 557.924,62 dos R$ 877 mil R$ 319.075,38 de despesas totais.
Estas taxas todas são motivo de protesto entre os clubes do interior. Tanto que alguns já se articulam para reivindicar uma mudança por parte da FPF. O presidente do Toledo, Irno Piccinini, já avisou a entidade que pretende atuar em casa com portões abertos, caso não ocorra uma mudança. Ele enviou ontem um comunicado à FPF avisando. "Um absurdo que estão fazendo com todos os clubes do interior em termos de despesas, nas diárias cobradas, um árbitro cobrar uma taxa de R$ 1.600,00 de passagem, nem de avião se paga isso para ir à Europa. A Federação está falindo todos os clubes do interior, com estes absurdos em todos os jogos", protestou o dirigente. "Informamos que estamos estudando em não cobrar mais ingressos para o 2º Turno do Estadual, será com portões abertos, pois não teremos mais despesas com funcionários, etc etc, o prejuízo será bem menor ao clube", continuou. Piccinini ainda solicitou o agendamento de uma reunião com os dirigentes dos clubes do interior para rever os valores. Ele ainda afirmou que dirigentes não cobram publicamente por medo de represálias.


