álvaro mudou a vida de ex-interno da Febem14/Mar, 22:00 Por Eduardo Maluf São Paulo, 14 (AE) - O zagueiro álvaro, do São Paulo, adotou, há cerca de um ano, o garoto Francisco Germano, de 17 anos. De viciado em drogas e trombadinha, o jovem se educou, passou a levar os estudos a sério e hoje tem um futuro promissor. Mora em Campinas com os pais do jogador, Maria Onilda e álvaro, e é tido como um bom filho. Ajuda nos trabalhos de casa e frequenta a 8ª série. Está animado com a possibilidade de terminar os estudos e iniciar um curso superior. "Ainda não decidi a carreira", diz, mas garante que não quer ser jogador de futebol. "Está tarde demais para isso." A mãe de álvaro sumiu, mas o pai, Daniel, que mora em Barueri, ainda participa de sua vida. "Ele não teve culpa por eu ter escolhido uma vida errada, sempre foi trabalhador e procurou me educar, mas fui influenciado por amizades ruins. Às vezes, conversamos." Francisco conta detalhes da época em que era assaltante e foi parar na Febem. E explica por que foi morar com a família de álvaro. "Fui parar na Febem da Imigrantes quando tinha 14 anos, porque roubei uma mala de uma pessoa em Osasco. Mas já havia feito outras coisas erradas, como roubar uma carga de remédios no valor de R$ 40 mil", lembra ele, que acabou sendo detido pela polícia e não conseguiu vender a mercadoria. Telefonema decisivo - No fim de 98, quando defendia o América-MG, álvaro recebeu uma ligação de Francisco e, depois de uma longa conversa, resolveu adotá-lo. "É muito gratificante ver a recuperação de um garoto que estava perdido", diz o jogador. Desde então, Chiquinho, como é chamado pelos familiares mudou o rumo de sua vida, mas não se esquece dos momentos difíceis na Febem. "Todo mundo defende os monitores da Febem, mas é cruel a vida lá. Quando eles faziam uma brincadeira e algum garoto não respondia, levava um tapa na cara."

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