O vice-presidente do Batel de Guarapuava, Álvaro Matos, afastou-se do cargo na última terça-feira de forma irreversível. ‘‘Vinha acumulando múltiplas funções e todos os problemas do time recaíam sobre mim’’, justificou. ‘‘Eu era o tesoureiro, o diretor de futebol e o supervisor, ao mesmo tempo’’, enumerou.
O Batel é presidido pelo advogado Graciliano Ribeiro, colocado no cargo pela família Gelinski, proprietária do time fundado há oito anos. ‘‘Desde que os Gelinski se afastaram do time há dois anos, todos os problemas do Batel eram trazidos até minha empresa, me criando sérios transtornos’’, contou Matos.
O estopim para a saída de Matos foi a série de cobranças de credores no início da semana. ‘‘Havia contas de açougue, panificadora e aluguel de ônibus pendentes, e todo mundo veio me cobrar’’, explicou.
Álvaro Matos conseguiu o apoio da prefeitura para as despesas de alimentação e transporte, e uma ajuda de custo mensal. Segungo Matos, o Batel tem uma ‘‘dívida administrável de R$ 17 mil’’. ‘‘Se não houver a participação da família Gelinski, dificilmente vai haver continuidade do futebol em Guarapuava’’, advertiu. A Folha tentou ouvir o presidente do Batel, Graciliano Ribeiro, e Alfredo Gelinski, mas ambos não foram encontrados.
A equipe joga amanhã contra o Cascavel, fora de casa, pelo Torneio da Morte.

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