Janaina Tupan Frare
De Londrina
Além de Adriano, Alex, Lucas, Mozart e Warley, a Seleção Brasileira Sub-23 apresenta outro jogador que já passou pelo futebol paranaense. É o zagueiro Álvaro (foto), de 22 anos. Antes de chegar à Seleção, ele passou pelo Paraná. Foi em Cambará, no Norte Pioneiro, onde iniciou a sua carreira nas categorias de base do Matsubara, em 1993.
Acostumado a jogar ‘peladas’ em campinhos de Nilópolis, no Rio de Janeiro, Álvaro recebeu a proposta de um olheiro para ingressar em um time profissional. ‘‘Aceitei na hora’’, conta o jogador, que na época tinha 15 anos. ‘‘Era a única expectativa de vida que eu tinha.’’
Ele permaneceu em Cambará por um ano e conseguiu se desenvolver fisicamente e no futebol. ‘‘Eu era muito magrinho. Quando vim para o Paraná, tinha horário para comer, comia bem (risos), e treinava bastante.’’
Nesse período, o zagueiro titular da seleção pré-olímpica conta que sofreu muito com a distância da família. Álvaro diz que se lembra muito pouco do tempo em que viveu no Paraná, mas não consegue esquecer que ficou um ano sem ver e sem falar com os pais. ‘‘A gente não tinha telefone em casa. O jeito era escrever cartas. Era uma forma de matar a saudade.’’
No campo, Álvaro jogava com outras revelações do Matsubara: Andradina, 24, foi para a Rússia, onde consagrou-se como artilheiro; Almir, que está no Japão; Claudinei, vice-artilheiro do campeonato mato-grossense no ano passado pelo Corinthians de Bataguaçu; e César Buiú, que no ano passado atuou no Paranavaí.
Na semana passada, Claudinei e César Buiú visitaram o ex-companheiro. ‘‘A humildade dele é incrível. Ele continua iguazilnho’’, afirma Claudinei. ‘‘A conversa foi rápida e tratou de assuntos familiares. Como sempre, procuramos incentivá-lo a continuar batalhando’’, emenda César Buiú.
Segundo o técnico José Araújo da Silva, o Zezito, que trabalhou no Matsubara naquela época e retornou recentemente a Cambará, Álvaro já mostrava talento. ‘‘Ele já era zagueiro e desempenhava muito bem a função.’’

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