Curitiba - Paralelamente aos projetos sociais desenvolvidos com o suporte do vôlei, Curitiba tem ficado sem representação nas competições profissionais da modalidade. O time comandado por Bernardinho, e que antes treinava na Capital paranaense, pretende continuar no Rio de Janeiro.
Além disso, o governo do Paraná, de acordo com informação da assessoria de imprensa da Paraná Esporte, não tem condições financeiras para sustentar um time profissional. Segundo a assessoria, há três anos atrás o governo mantinha um time profissional de basquete, mas os custos eram extremamente altos.
Agora, seguindo política adotada pelo governo, a idéia é fomentar o esporte ''na base'', e manter competições como a dos Jogos Colegiais, da Juventude, Abertos e Universitários. Ainda conforma a assessoria, a quantia antes gasta mensalmente para manter o time profissional de basquete está próxima do gasto com a promoção dos Jogos Colegiais, que envolve todo o Estado.
Mas, claro, nada impede que alunos que participam de atividades esportivas apenas a título de integração possam se tornar atletas profissionais. Um exemplo é a jogadora de vôlei Suelle do Prado Oliveira, 18 anos, que se destacou na modalidade enquanto participava, em Curitiba, do projeto social do Centro Rexona/Ades.
Atualmente no time profissional São Caetano/Mon Bijou, a curitibana Suelle já fez parte da equipe de Bernardinho durante a Superliga Feminina de Vôlei 2003/2004. ''Entrei na 'escolinha' aos 10 anos, logo no início do projeto. Mas só resolvi me inscrever porque eu era alta e por sugestão da minha irmã. Mas não gostava de esporte, não tinha coordenação, nem vontade'', conta.
A jogadora afirma que, depois de um tempo, começou a gostar das aulas, especialmente por causa do incentivo dos professores. ''Eles eram ótimos e a 'escolinha' me ajudou profissionalmente e também como pessoa, amadureci muito rápido''.
Atualmente, tanto a equipe de Bernardinho como o time de Suelle, o São Caetano/Mon Bijou, participam da Superliga Feminina de Vôlei 2005/2006. (C.S.)

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