Curitiba - Se a manutenção do comando técnico ao longo da temporada é um dos motivos que levaram o São Paulo a conquistar o título do Brasileiro, a constante troca de treinadores produz o efeito contrário. Ao menos é o que demonstram Atlético e Paraná, que terminam a competição com resultados abaixo de suas expectativas iniciais.
Dirigido por três treinadores ao longo da competição, o Furacão demorou para montar um time-base, utilizando 42 atletas no Nacional. Por motivos de contusão, suspensão ou opção técnica, Vadão, Antônio Lopes e Ney Franco mantiveram a equipe titular entre duas partidas consecutivas em apenas sete oportunidades. Tendo mudanças profundas como tônica, a equipe chegou a alterar cinco atletas de um jogo para outro.
Os problemas do posicionamento defensivo - que só foram corrigidos com a chegada de Franco - são plenamente justificados pela alta rotatividade no setor, onde foram utilizados sete zagueiros diferentes. Mas nada se compara ao ataque, com o revezamento de 11 jogadores, sem contar o meia Ferreira, deslocado para a função pelo atual treinador.
A reação da equipe, que deixou para trás o risco de rebaixamento após a chegada de Franco - que definiu um padrão-tático para o time - levou a direção do clube a renovar com o técnico até o final de 2008. ''A renovação foi boa para os dois lados. Chegamos a um processo bom de permanência da comissão técnica inteira e isso já é meio caminho andado para começar a temporada bem'', afirma o treinador.
''Temos que lutar por títulos em todos os campeonatos que disputarmos, começando pelo Estadual'', complementa, destacando a importância de uma boa preparação para Copa do Brasil, Brasileiro e Sul-Americana, caso o Rubro-Negro confirme sua classificação.
No Paraná, que figurou entre os quatro melhores em dez rodadas, a queda de rendimento que pode levar ao rebaixamento, também é atribuída às trocas de comando. Com cinco treinadores diferentes, os 36 jogadores utilizados no Nacional não conseguiram manter uma sequência de trabalho. Lori Sandri chegou ao cúmulo de modificar nove atletas da equipe titular entre uma partida e outra, e em nenhuma ocasião o time foi o mesmo em dois jogos consecutivos.

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