São Paulo - O piloto espanhol Fernando Alonso vai largar em desvantagem na disputa do título do Mundial de F-1 contra seu companheiro de McLaren, Lewis Hamilton, e contra o ferrarista Kimi Raikkonen. O espanhol terá o motor mais fraco entre os três na disputa do GP do Brasil, que encerra a temporada, no domingo.
Isso porque Alonso, que sofreu um acidente no GP do Japão, teve que estrear um motor novo na penúltima corrida do ano, na China. Como o regulamento prevê que cada propulsor deve durar dois GPs, ele terá que completar o ciclo em Interlagos.
Hamilton e Raikkonen poderão usar motores novos, assim como Felipe Massa, que não tem mais chance de título. Desta forma, os engenheiros de McLaren e Ferrari desenvolveram para estes pilotos motores com mais potência, já que vão utilizá-los em apenas um GP - cerca de 500 km em vez de 1.000 km.
Apesar de o regulamento atual da F-1 não permitir grandes mudanças nos motores durante a temporada, é possível extrair mais potência, segundo explicou Mattia Binotto, chefe de engenharia de pista da Ferrari. ''Significa que podemos tentar aumentar o rendimento do motor, por exemplo, fazendo com que funcione com mais rotações. Também podemos correr com temperaturas mais altas'', disse.
Segundo o diário alemão ''TZ'', a vantagem pode ser de cerca de 10 cavalos de potência, o que poderia representar um décimo de segundo por volta. Além da desvantagem de motor, Alonso também precisa tirar a diferença de pontos para conquistar o tricampeonato mundial. O espanhol tem 103 pontos, contra 107 de Hamilton. Apesar de remotas, Raikkonen ainda tem chances de ficar com o título - é o terceiro no Mundial de Pilotos, sete pontos atrás do líder.
Barrichello
Sensibilizado com o ''isolamento'' do espanhol Fernando Alonso na McLaren, o piloto brasileiro Rubens Barrichello, da Honda, disse que torcerá para o atual bicampeão mundial. ''Não conheço a história da McLaren e não sei até que ponto chegou aquela história da espionagem. Mas torço pelo Alonso porque acho que ele ficou debilitado dentro da equipe'', disse Barrichello.
Barrichello também elogiou a atitude da Ferrari, sua ex-equipe, de renovar o contrato de Felipe Massa até 2010 e disse que faltou apenas ''sorte'' ao compatriota em 2007. ''Fizeram um grande negócio em dar continuidade a alguém que mostrou velocidade nesse ano. Faltou um pouco de sorte, mas ele tem tudo para trazer um campeonato para o Brasil'', finalizou.

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