Madri - Para o jornalista espanhol Antonio Lobato, colunista do periódico Marca e uma das pessoas que mais conhecem Fernando Alonso, a opção do piloto para resolver sua insatisfação na McLaren pode ser a adoção de um ano sabático em 2008, ou até mesmo uma saída definitiva da Fórmula 1. Em sua coluna publicada ontem, o jornalista afirmou que a ausência do piloto das pistas na próxima temporada seria uma estratégia para poder ter condições de assinar contrato com outras equipes competitivas. No entanto a aposentadoria na categoria também um uma das opções cogitadas.
''O mais provável é que seja um ano sabático, esperando que expire alguns contratos'', disse o jornalista, que, no entanto, não descarta ''uma retirada definitiva, embora seja menos provável e para ele é imprescindível que ganhe o Mundial'', escreveu o espanhol em sua coluna.
''A primeira opção é continuar na McLaren, mas acredito que não devemos contemplá-la. Se ele não ganha (o campeonato) ele sairá, se ganhar, deixará o time com mais motivos'', aponta Lobato. ''Fernando só irá a uma equipe na qual tenha chances de ganhar. Aí é que está o problema. A Ferrari tem seus pilotos com contrato até 2008 e a BMW confirmou Heidfeld para a próxima temporada, na qual também seguirá com Kubica'', finalizou o jornalista.
Ecclestone ironiza - O dono dos direitos da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, fez pouco caso da decisão da McLaren de poupar Alonso e Lewis Hamilton das entrevistas coletivas de ontem, no circuito de Istambul Park. O empresário ironizou o fato, uma vez que nenhum dos dois pilotos foi solicitado para dar suas declarações. ''Não acredito que estava prevista a presença deles em nenhuma entrevista. Esta é uma decisão deles. O que me parece estranho é que, se eu fosse um patrocinador, estaria um tanto decepcionado, afinal eles estão ali para expôr a marca o máximo possível'', ironizou Ecclestone.
Perguntado sobre uma suposta incapacidade de Alonso de encarar a imprensa em momentos de crise, Ecclestone foi curto. ''Ele tem idade suficiente para responder às perguntas que quiser, se assim o desejar. Não precisa responder todas', finalizou o dirigente.

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