São Paulo - Com problemas de relacionamento na McLaren e mais longe de conquistar o seu terceiro título consecutivo, o piloto espanhol Fernando Alonso negou a intenção de ''tirar férias'' e não participar do Mundial de F-1 em 2008. ''Nos meus planos, não está deixar de correr no próximo ano'', disse o atual bicampeão da categoria ao programa El Larguero, da rede espanhola de rádios Cadena SER.
O espanhol, que soma 95 pontos e está em segundo no Mundial de Pilotos, atrás do companheiro de equipe, Lewis Hamilton, com 107, não negou uma saída da escuderia inglesa e deixou seu futuro em aberto. ''Estarei contente se eu continuar ou não com Hamilton. Se não estivermos juntos no ano que vem e eu tiver um carro bom, assim será. Se continuarmos juntos, teremos mais uma luta bonita'', afirmou o piloto, que ainda não desistiu do tricampeonato.
''Não atiro a toalha. Mas se não houver um abandono de Hamilton tenho que ser realista e ver que é muito difícil recuperar seis pontos em cada corrida. Significa ganhar as duas que faltam e que ele fique em dois sextos lugares. O que precisamos é de um abandono, e ele não teve nenhum em todo o ano'', disse Alonso.
Enquanto isso, o chefe da Renault, Flavio Briatore, confirmou que Alonso foi convidado a retornar ao time se porventura ele deixar a McLaren. Com o espanhol enfrentando problemas para se adaptar à política da McLaren, a escuderia francesa entrou no páreo para tentar reconduzir a seu paddock o piloto que lhe deu os títulos mundiais nas duas últimas temporadas. ''Disse a Fernando que, no momento em que estiver livre da McLaren, ficaríamos contentes em tê-lo de volta. Seria estupidez negar isto'', confirmou o italiano.
Na semana passada, a Ferrari negou que Alonso estaria prestes a se juntar à equipe e confirmou a manutenção do brasileiro Felipe Massa em seu staff. Para Briatore, a decisão da equipe foi acertada, na medida em que colocar o espanhol e Kimi Raikkonen lado a lado resultaria nos mesmos problemas de rivalidade que o bicampeão enfrenta com Lewis Hamilton na McLaren.
Schumacher
Depois de meses de especulações, Ralf Schumacher anunciou ontem que deixará a Toyota no final da temporada. Com problemas para ter um nível competitivo à altura de seu companheiro, Jarno Trulli, o time japonês deixava no ar a possibilidade da saída do alemão. Agora, Schumacher confirmou, em seu site oficial, que 2007 é seu último ano na equipe japonesa, a qual defende desde que deixou a Williams no final da temporada de 2004. Ele deve anunciar seus planos para 2008 após o Grande Prêmio do Brasil, que acontecerá no próximo dia 21.

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