São Paulo - Apesar de ser o líder da temporada de F-1, Fernando Alonso preocupa-se em decifrar um ''quebra-cabeça'': o circuito de Indianápolis, onde disputará hoje, às 14 horas (com transmissão ao vivo), o GP dos EUA. ''Com certeza Indianápolis tem sido uma das corridas mais difíceis para nós'', reconhece.
Apesar de reconhecer e respeitar sua relevância histórica, o histórico do espanhol no circuito americano não é positivo. O melhor que conseguiu em três corridas foi um 15º lugar. Na primeira vez, em 2001, pilotou um Minardi. Nas duas seguintes, porém, já corria pela Renault, em 2003 e 2004. ''Nosso carro não tem sido competitivo aqui, não sei o motivo'', lamentou o atual campeão mundial da categoria. ''Temos tido azar aqui. Espero que funcione desta vez, mas tenho minhas dúvidas'', opina.
Com o GP do Canadá na semana passada, Alonso venceu quatro corridas consecutivas, e seis de nove na temporada. O espanhol tem agora 25 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o alemão heptacampeão mundial Michael Schumacher, com 59 pontos.
O alemão tem um bom retrospecto em Indianápolis. Ganhou quatro de seis GPs disputados no circuito. Porém, na sua última vitória, em 2005, a corrida foi boicotada pelos sete times que usavam pneus Michelin, o que facilitou a tarefa.
Schumacher reafirmou que ''seguirá lutando no campeonato até que seja possível''. ''Até que seja matematicamente impossível, continuarei brigando. Não posso fazer outra coisa'', disse o ferrarista. ''Continuaremos, também, desenvolvendo o carro para ficarmos mais próximos dos rivais'', continuou o heptacampeão mundial.
O alemão confessou que está ''surpreso'' com a superioridade da equipe Renault nesta temporada.
Apesar de o proprietário do circuito de Indianápolis, Tony George, pretender que a F-1 continue tendo uma etapa nos EUA no ano que vem, Bernie Ecclestone deve dar uma resposta apenas hoje, ao final da corrida. O homem-forte da F-1 quer garantias de que a prova será comercialmente viável.

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