Alonso festeja título com festa reservada
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segunda-feira, 26 de setembro de 2005
Das Agências 
São Paulo - O piloto espanhol Fernando Alonso festejou de forma comedida o título do Mundial de Fórmula 1, conquistado domingo, no GP Brasil, em Interlagos, segundo o jornal espanhol ''Marca''. De acordo com o diário esportivo, Alonso celebrou a conquista em uma festa privada para cerca de 50 pessoas a maioria integrantes da equipe Renault na boate Lotus, em São Paulo.
O jornal diz que o piloto ficou na festa até as 2 horas e que ''não cometeu excessos''. Do Brasil, ele vai direto para a Inglaterra, onde mora, e deverá seguir para o Japão, onde no dia 9 se disputa a penúltima prova do campeonato, sem passar pela Espanha.
Com o terceiro lugar de domingo, Alonso se tornou o mais jovem campeão da Fórmula 1 na história 24 anos, um mês e 27 dias, superando o brasileiro Emerson Fittipaldi, que triunfou em 1972 aos 25 anos.
Construtores A McLaren teve o melhor conjunto da temporada da Fórmula 1 - ''dois pilotos de ponta'' como assinalou Ron Dennis, seu diretor-executivo -, mas perdeu o título de pilotos para a Renault, com o espanhol Fernando Alonso. Agora, é trabalhar pelo título de construtores nas duas últimas provas, em outubro: o GP do Japão e da China, nos dias 9 e 16.
Essa é a meta da McLaren. E também já foi a estratégia da equipe inglesa domingo, para o GP do Brasil, quando acabou fazendo dobradinha, com a vitória do colombiano Juan Pablo Montoya, à frente do finlandês Kimi Raikkonen.
A briga pelo título das fábricas que vale milhões de dólares no mercado de carros, principalmente na Europa será muito acirrada. Com a dobradinha de domingo, em Interlagos, a McLaren agora soma 164 pontos, contra 162 da Renault. A Ferrari vem muito atrás, com 98, e a Toyota tem 81.
O próprio campeão Alonso ressaltou a força que sua rival McLaren veio ganhando nesta segunda metade da temporada. E também falou do desafio que serão seus adversários no ano que vem.
Ron Dennis, que também é sócio da McLaren, explicou que fazer os dois primeiros lugares em Interlagos passou a ser o objetivo porque seria muito difícil reverter a situação de privilégio de Alonso para a conquista do título. O ''chefão'' também disse que nem pensou em pedir em inverter a situação de chegada, mandando Montoya deixar Raikkonen ultrapassar, porque não havia sentido. Afinal, Alonso estava em terceiro lugar, como precisava e não era ameaçado diretamente por Michael Schumacher, com a Ferrari na quarta posição.


