Alonso defende equipes contra teto na F-1
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo - O bicampeão da F-1 Fernando Alonso, da equipe Renault, que é um dos diretores da GPDA (associação dos pilotos da categoria), afirmou ontem, em um evento promocional em Barcelona, na Espanha, que os pilotos estão ao lado das equipes na reclamação contra o teto orçamentário opcional de 40 milhões de libras (cerca de R$ 129 milhões) que será instituído a partir do Mundial-2010.
Ferrari e Renault já disseram que vão sair da categoria se não for revisto o regulamento do próximo ano, que estabelece regras diferentes para as equipes que aceitarem ou não o teto orçamentário. BMW Sauber, Red Bull, Toro Rosso e Toyota também fizeram ameaças semelhantes.
Está claro que nós pilotos estamos do lado das equipes, pois são elas que comandam o negócio, gastam o dinheiro e mantém viva a F-1, disse o
espanhol.
Segundo Alonso, o argumento da FIA de que o teto orçamentário facilitaria a entrada de novas equipes faz com que a entidade ignore a importância das escuderias atuais. Elas fazem a F-1 funcionar e a tornam o espetáculo que é hoje. Isso se deve às grandes marcas.
Agora, (a FIA) não pode deixá-las de lado para favorecer a entrada de três equipes. Não que as equipes grandes não queiram essas três equipes, mas não se pode fazer um regulamento para que entrem três e saiam sete. Tem que se cuidar mais (das escuderias atuais), cobrou o bicampeão.
Temos que esperar e ver o que acontece. Sete equipes ameaçaram sair se as regras não mudarem. Estamos falando que ficariam três equipes e a F-1 perderia interesse, se é que ela continuaria existindo, alertou Alonso, que, no entanto, se mostrou otimista sobre a resolução da polêmica. Uma
solução será encontrada,
concluiu.
Impasse
Apesar de a FIA ter realizado uma reunião com as escuderias na última sexta-feira, que contou com a presença da FOM (Gerência da F-1, que cuida dos direitos comerciais da categoria), as partes não chegaram a um acordo, e Max Mosley descartou a possibilidade de vetar o limite orçamentário.
Segundo o que foi definido pela FIA, o time que se submeter ao teto receberá vantagens técnicas, como utilizar asas móveis e contar com um motor sem limite de giros, além de poder testar seus carros durante todo o ano e usar um Kers (sistema de recuperação de energia cinética) duas vezes mais potente.
Após a reunião, a Ferrari apelou à Justiça da França, onde fica a sede da FIA, contra o regulamento. O pedido da Ferrari foi ouvido ontem, porém o veredicto será conhecido apenas hoje.


