Almeida quer reativar o Grêmio Maringá
A fase ''Íbis'' do Real Brasil não está desestimulando o empresário Aurélio Almeida, dono do clube que perdeu os 11 jogos que disputou na Copa Paraná, a investir no futebol paranaense. Tanto é que ele já está até reativando um de seus outros dois clubes, o Grêmio Maringá. A inclusão da equipe na lista de espera da Timemania foi o principal motivador do retorno do clube, que está inativo desde 2004, quando foi rebaixado no Campeonato Paranaense.
Almeida até já contratou um treinador para a disputa da Divisão de Acesso do ano que vem, o ex-meia do próprio Grêmio, Gerson Lentes. Parte dos jogadores que o Real Brasil utilizar no restante da Copa Paraná migrará para a equipe maringaense.
De acordo com o diretor de futebol do Real Brasil, Carlos Caetano, o Carlão, existe também a possibilidade de venda da marca. ''Tem um pessoal interessado em comprar o Grêmio. Um grupo de Maringá mesmo e outro de São Paulo'', revelou.
Como ficou mais de dois anos seguidos sem disputar competições oficiais, a equipe foi desfiliada da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Se quiser realmente voltar ao futebol profissional, o clube terá que pedir a reativação da filiação, num processo semelhante a criação de um novo clube.
Almeida fala em retornar a Maringá para reassumir o lugar do que diz ser o ''verdadeiro Galo''. Ele não engoliu a criação do Galo Maringá, em 2005, que, após a fusão no ano passado, virou Adap Galo. ''Vou processar essas pessoas que criaram esse time. O Grêmio é meu e a marca Galo está vinculada a ele. Portanto, é minha também. Eles não podem usar'', esbravejou Almeida, que já foi jogador e atuou no futebol mexicano.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a diretoria da Adap Galo se diz tranquila quanto à situação legal do clube. Ela também não demonstra resistência à volta do Grêmio, deixando a cidade com dois times profissionais. ''Não temos nada a ver com o Grêmio Maringá e nem com a marca dele. O Grêmio pode ser reativado quando ele (Aurélio Almeida) quiser. São times diferentes. Mas se ele entende o contrário, que procure seus direitos na Justiça'', diz a nota enviada pela assessoria da Adap Galo. (T.M.)





