Quatro dias depois de perder a final do Campeonato Paranaense nos pênaltis para o Operário, o Londrina encarou nova decisão por penalidades, agora fora de casa, contra o Manaus, pela Copa do Brasil, na quarta-feira (11). A reação da equipe foi considerada a melhor possível pelo técnico Allan Aal. O time contou com Kozlinski defendendo um dos pênaltis e viu todos os cinco batedores converterem: Lucas Marques, Bruno Santos, Wallace, Iago Teles e Vitor Jacaré.

No tempo normal, o LEC pressionou durante boa parte da partida, criou chances claras, acertou a trave e esbarrou no goleiro Eugênio. Também precisou superar um momento crítico, quando o Manaus teve um pênalti a seu favor, mas Kozlinski evitou o gol e manteve o 0 a 0 que levou o jogo para as penalidades.

“Tiveram muita força mental para conseguir essa classificação. Depois de poucos dias, é difícil mudar algumas coisas. Estreamos um atleta, adotamos uma postura diferente dentro do nosso modelo, ajustando características”, afirmou Allan Aal, destacando a estreia do meia Thalis, titular no estádio Carlos Zamith em sua primeira partida pelo clube.

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O treinador reforçou que a equipe segue em formação e precisa de equilíbrio. Segundo ele, o Londrina dominou amplamente o primeiro tempo e sentiu os efeitos do calor, do desgaste e do emocional na etapa final. “Precisamos corrigir algumas situações, mas também valorizar o que está sendo feito. Foi uma estreia muito boa do Thalis. A movimentação do Gilberto mostra evolução física, e o Bruno entrou bem para ajudar nas penalidades”, disse o técnico, que mudou três peças em relação ao time que atuou na final estadual.

Maurício voltou após se recuperar de virose e crise hipertensiva, substituindo André Dhominique. No ataque, além da estreia de Thalis, o treinador optou por iniciar com Iago Teles no banco depois do erro na final, dando a ele nova chance apenas no segundo tempo. Gilberto também recebeu sua primeira oportunidade como titular no lugar de Bruno Santos.

Allan reforçou que a rotatividade será fundamental ao longo da temporada. “Temos que nos acostumar à variação porque são 38 rodadas. É difícil repetir a escalação em todas, seja por opção ou pelo adversário. Sabíamos da necessidade de controlar melhor o meio-campo, construir mais e melhorar a infiltração. O saldo foi positivo. Sofremos um risco que não merecíamos no pênalti do tempo normal, mas precisamos cobrar, evoluir e valorizar a entrega dos atletas”, afirmou.

Invicto no ano, com oito empates e cinco vitórias em 13 jogos, o Londrina teve em Kozlinski seu grande nome. “O primeiro tempo foi de total domínio. No segundo, imaginávamos que o calor e a parte emocional pesariam. Tivemos um erro que gerou o pênalti, mas a capacidade do Kozlinski e do Wandomar (Dionizio), nosso preparador de goleiros, é altíssima”, apontou o treinador.

Final ainda é tema

Mesmo após a classificação, Allan Aal voltou a falar da final estadual. Admitiu frustração pela perda do título, sobretudo porque, em sua visão, o time merecia o troféu. “Não é peso, é frustração. Fomos superiores. Não desrespeito o Operário, mas tivemos três chances claras de vencer. Somos seres humanos, os jogadores sentiram. Procuramos ver o lado bom: fomos vice-campeões invictos, com volume de jogo, uma das equipes que mais cria chances, a terceira defesa menos vazada. É difícil passar tudo isso para eles e vir aqui classificar logo depois”, avaliou.

O treinador também explicou a escolha de colocar Iago Teles em campo no segundo tempo e incluí-lo na lista de cobradores, mesmo após a cobrança desperdiçada na final. O atacante converteu seu pênalti, deslocando o goleiro Eugênio. “Agora é recuperar mentalmente. Fomos para os pênaltis com qualidade e personalidade. Eu assumiria a responsabilidade se o Iago errasse hoje. Não o crucificaria. O que cobrei é que fizesse o que treinamos. Ele entendeu que faz parte do processo poupar o ser humano, oportunizar outras situações. Isso faz parte de um processo saudável”, concluiu Allan.

Com a classificação, o Londrina avança à 4ª fase e já acumula mais de R$ 4,5 milhões em premiações na Copa do Brasil.

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