São Paulo - Depois de saber que Vanderlei Luxemburgo não mais iria para o Corinthians, o técnico Tite recebeu da diretoria a indicação de que queria sua permanência. Aliviado, o treinador contou em primeira mão à Agência Estado, na tarde de ontem, que a renovação de seu contrato está 99% acertada. ''Devemos resolver amanhã (hoje) pequenos detalhes, como tempo de contrato, multa, essas coisas'', disse, por telefone, o técnico gaúcho, diretamente de Florianópolis, onde passa férias.
Momentos antes, ele havia conversado com o diretor de futebol do clube, Paulo Angioni um dos participantes da reunião que definiu seu nome como nova prioridade. ''Fico satisfeito porque pelo que entendi não há outra pessoa em vista. Querem que eu continue'', declarou Tite.
Tite chegou ao Parque São Jorge em maio, quando encontrou uma equipe desmotivada, nas últimas colocações do Campeonato Brasileiro. Comandou o time por sete meses, tempo suficiente para deixá-lo, ao fim da competição, em 5º lugar.
Tudo dava a entender que a renovação seria apenas um passo natural após tão bem-sucedida campanha. Isso se a MSI não se tornasse parceira corintiana, se Kia Joorabchian, presidente da empresa, não preferisse Luxemburgo, e se Tite, enraivecido com a suposta falta de ética dos envolvidos, não tivesse dito à imprensa que se recusava a trabalhar ao lado dos novos parceiros. ''Revi meu posicionamento, tudo pelo Corinthians, por essa torcida maravilhosa, pelas pessoas que trabalham no clube'', afirmou.

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