São Paulo - Um, dois, três, quatro... muitos gols. Acertar o número exato foi impossível. E não eram os melhores momentos do jogo São Paulo x Portuguesa Santista (vitória por 5 a 0). Tratava-se do primeiro treino de Grafite após o fim do sequestro de sua mãe, Ilma de Castro Libânio. O jogador, sem esconder o largo sorriso após o final feliz da desagradável história de quarta-feira, participou de um mini coletivo ontem e, com grande empenho, deu uma mostra do que o Corinthians pode esperar amanhã, no Morumbi. ''Quero ajudar muito o São Paulo a conquistar a vitória e marcando gols. Se conseguir, vou dedicá-los para minha mãe,'' afirmou o atacante, de volta após cumprir suspensão.
Mas Dona Ilma não estará no Morumbi para receber a homenagem. No momento, entende Grafite, a hora é de preservá-la já que ainda está bem abalada. ''Ela não deve ficar aparecendo agora.''
Confiante para o clássico, inseguro para outra batalha na qual já vem sofrendo para conseguir sair vencedor. Há algum tempo, Grafite tenta tirar os pais de Campo Limpo Paulista. Sempre que pode, tenta convencê-los de morar em outro lugar. ''Eles dizem que a cidade é calma, que em 20 anos morando lá, nada aconteceu,'' lembrou. ''Mas agora não tem jeito, até porque nem eu, nem minha mãe, conseguiremos ficar tranquilos naquela casa.''

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