São Paulo - O Paraná Clube resgatou o clima de confiança no título brasileiro no Corinthians. Ao derrotar o Inter, manteve o time gaúcho na confortável distância de seis pontos. Os sorrisos aliviados dos jogadores e até do sisudo Antônio Lopes demonstravam estarem superados o susto e a pressão que a derrota para o Cruzeiro havia trazido para o Parque São Jorge.
Para melhorar ainda mais as coisas, o vice-presidente Andres Sanchez confirmou que a premiação para os últimos seis jogos irá valer até o dobro do que o normal. Ou seja: em vez dos R$ 3 mil por vitória, ganhar uma partida valerá R$ 6 mil. É a melhor premiação entre todos os times que disputam o Campeonato Brasileiro. O incentivo já vale a partir da partida de amanhã, contra o Santos, às 16 horas, no Pacaembu.
''Não dá para negar que a vitória do Paraná diante do Internacional foi muito bem-vinda. Nós estamos trabalhando forte no nosso time. Mas esse resultado nos ajudou. Dá para trabalhar com mais tranquilidade'', resumia, feliz, Antônio Lopes.
''O Paraná nos ajudou. Se o Internacional vencesse, a vantagem ficaria mínima, três pontos. A pressão diminuiu. Agora cabe ao nosso time continuar fazendo a sua parte. Temos de vencer o Santos e seguir na liderança'', dizia Rosinei.
A tranquilidade no Parque São Jorge era facilmente detectável. Tevez e Carlos Alberto nem treinaram com o time. Se limitaram apenas a tirar fotos para campanhas publicitárias da Nike, patrocinadora do time.
Ao contrário do que fez em Belo Horizonte contra o Cruzeiro, Lopes será um pouco mais corajoso e colocará Carlos Alberto no meio de campo desde o início do jogo. Ele ocupará o lugar que era de Roger. O Corinthians não terá medo de atacar o Santos no clássico. Hugo, com função bem mais defensiva, será adaptado à lateral esquerda.
Mas a maior mudança será a aposta em Wendell como zagueiro, ao lado de Marinho. Betão está suspenso. O treinador tinha Wescley, mas preferiu adaptar o volante para a posição. ''O Wendell foi muito bem no treino. Ele sabe como marcar pela esquerda. Se eu colocasse o Wescley ao lado do Marinho o estaria sacrificando'', disse Lopes.
Marcelo Mattos e Bruno Octávio foram orientados pelo treinador para se revezarem na marcação do jogador santista que mais preocupa Antônio Lopes : Giovanni.

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