Santos - Robinho mostrava alívio ontem ao dar sua primeira entrevista algumas horas depois de reencontrar sua mãe. Cabelo começando a crescer, ele não mais mordia os lábios como nas entrevistas mais recentes, em que não conseguia disfarçar a tensão provocada pelo drama familiar, e sua intenção era apenas de fazer um agradecimento pelo apoio que recebeu nesse período.
Mais descontraído, ele contou como foi o reencontro com a mãe, que chegou em casa às 13h18. ''Ela chorou, me abraçou, me beijou, perguntou como eu estava'' disse o atacante. ''Eu também pude abraçá-la e abraçar a mãe é tudo o que um filho quer na vida. Não existe nada melhor do que ver minha mãe com saúde e dando risada para mim''.
Preferiu não comentar o estado de dona Marina, dizendo apenas que ''todos sabem que a situação que ela passou é delicada e não desejo isso para ninguém, mas o importante é que ela está bem, de volta à minha família''.
Robinho falou também dos momentos que passou nesses 41 dias que conviveu com o drama do sequestro de dona Marina. ''Você vai almoçar e não sabe se a mãe está almoçando, se está jantando. Não conseguia dormir, não dava mesmo porque ficava o tempo todo pensando nela, que é a pessoa que mais amo nessa vida''. E completou. ''Graças a Deus, isso foi superado. Agora espero que a gente consiga o título e vou passar um natal feliz com minha família''.
Futuro O empresário Wagner Ribeiro chegou a comentar que o sequestro iria apressar a transferência de Robinho para o futebol europeu. Ontem, com a liberação da mãe do jogador, ele não foi tão enfático e disse apenas que essa questão será tratada ''na hora certa''.
Robinho tem contrato com o Santos até janeiro de 2008 e a multa é de US$ 50 milhões. Apesar do assédio de vários clubes europeus, o presidente do clube santista, Marcelo Teixeira, luta para manter o jogador na Vila até junho do ano que vem, para poder disputar a Copa Libertadores.
Real Madrid e Benfica são os maiores interessados por Robinho até o momento, mas o Barcelona já avisou que pretende entrar nessa briga. As negociações esfriaram por conta do sequestro, mas devem ser retomadas agora. (A.E.)

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