Para manter o domínio dos primeiros lugares do Campeonato Paranaense, os clubes da capital não cuidam somente do aspecto físico e técnico dos seus atletas - mas também do estômago. Tanto Atlético, como Coritiba e Paraná utilizam os serviços de nutricionistas para regular os hábitos alimentares dos jogadores.
Os torcedores que sobem numa arquibancada em dias de jogos não têm idéia dos sacrifícios alimentares dos atletas. A primeira regra dos nutricionistas é evitar refrigerantes, frituras, creme de leite, ovos e carnes vermelhas. Eles podem abusar de frutas, verduras, sucos naturais, arroz, feijão, massas e carne branca.
O segredo para manter os atletas em forma se chama carboidratos. A alimentação balanceada permite ao atleta um melhor aproveitamento de sua massa muscular, evitando problemas musculares, como a cãimbra.
Os hábitos alimentares dos tricolores é cuidado pela nutricionista Patrícia Queiroz. Desde sua chegada, há três meses, com a missão de aumentar a massa muscular dos atletas e diminuir o percentual de gordura, o Paraná cresceu. A cada dois meses, ela faz uma avaliação completa do elenco paranista. Os atletas reprovados no exame, passam a ter um acompanhamento individual.
Para a nutricionista do Atlético, Lili Purin Nihues, 41 anos, o trabalho que está sendo desenvolvido no rubro-negro já é de fechamento de temporada. ‘‘O que tínhamos que trabalhar já fizemos, que era adequar o peso dos atletas e repor possíveis deficiências alimentares que eles possuíam’’, explica.
Para ela o fato do elenco atleticano ser formado basicamente por jovens ajuda muito. ‘‘Eles ainda estão em fase de desenvolvimento e comem de tudo’’, disse. Por causa do frio, os atletas vêm recebendo doses de mel com própolis que ajuda a prevenir gripes e doenças respiratórias.
Um composto muito falado atualmente é a creatina, que melhora o desempenho e aumenta a massa muscular do atleta, e também vem sendo usado pelos atleticanos. Lili, que trabalha no Atlético há quatro anos, fez questão de diferenciar a creatina dos anabolizantes, que são considerados doping. ‘‘A creatina é uma substância encontrada no próprio orgnismo e não é ilegal’’, disse. Os atletas tomam tal substância diluída em água, o que melhora o desempenho nas atividades físicas. Lili está fazendo uma análise científica sobre a substância com a ajuda da Universidade Tuiuti.
A nutricionista do Coritiba, Regina Almeida, 25 anos, está cuidando da alimentação do atletas profissionais, amadores e funcionários do alviverde há um ano e meio. A alimentação dos atletas se divide em duas partes. A primeira, na volta das férias e a segunda quando o campeonato já está se desenrolando: ‘‘Na primeira parte verificamos o peso dos atletas e adequamos a refeição de acordo com as necessidades’’, diz Regina. ‘‘Se o atleta precisar de peso carregamos nos carboidratos (massas, arroz, feijão) e na gordura com proteínas (carnes), se precisar perder peso, tiramos este tipo de alimento deles’’, explica. Na segunda parte da preparação a alimentação é igual para todos, abusando nas frutas verduras e saladas.

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