Os dirigentes de Coritiba, Atlético e Paraná Clube disseram ontem que já esperavam uma virada de mesa no futebol brasileiro. Nenhum cartola dos times da Capital se surpreendeu com a decisão do Clube dos 13 em organizar um campeonato, denominado Copa João Havelange, com 104 clubes.
O dirigente mais indignado com a situação era Ricardo Machado de Lima, do Paraná Clube. Segundo ele, o que aconteceu foi uma mostra de que os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro é que ‘mandam’ no futebol brasileiro. ‘‘O Paraná Clube foi alijado da competição por desmandos de um verdadeiro cartel’’, disparou. ‘‘É por isso que o futebol brasileiro vai tão mal’’, disse.
Na opinião dele, o Gama ainda vai dar ‘‘muito trabalho’’ à Confederação Brasleira de Futebol (CBF). Porém, o dirigente desafia qualquer político a brigar contra esta decisão. ‘‘Duvido que exista alguém disposto a peitar os grandes clubes brasileiros’’, provocou.
Para Valmor Zimermann, dirigente atleticano, o que aconteceu já era esperado. Ele lamentou pela não inclusão do Paraná Clube na divisão de elite. Segundo o dirigente, o que prevaleceu foi o fator político. ‘‘Os mineiros e gaúchos se uniram a paulistas e cariocas e deu no que deu’’, disse. ‘‘Para nós, o que importa é que o Atlético vai entrar para ficar entre os 12 melhores e seguir na disputa’’, disse.
Para o supervisor do Coritiba, Oscar Yamato, a decisão não surpreendeu. ‘‘Eu já sabia, não tinha outra solução, pois a CBF estava acuada’’, disse. ‘‘Talvez o grande perdedor tenha sido mesmo o Paraná Clube que não conseguiu força política de permanecer na elite’’, disse. Para ele, nada muda no Coritiba que manteve-se na elite. ‘‘ Vamos jogar e buscar nossa classificação e isso é que importa daqui para frente’’, disse. Sobre a forma de disputa, Yamato elogiou a competição pois vai permitir que equipes das três divisões possam chegar ao título.

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