Lucilia Okamura
De Londrina
Quando a seleção do Chile chegou ao Hotel do Lago, após o empate com o Brasil anteontem à noite, os jogadores foram carinhosamente recepcionados por Alicia Palacios, uma senhora de 53 anos que trabalha para a seleção chilena há 10 anos. O goleiro Di Gregorio recebeu uma abraço especial. ‘‘Filho, você atuou muito bem e esteve seguro’’, disse ela, explicando que tomou esta atitude por considerar que ele foi um dos mais importantes da partida.
Oficialmente, Alicia Palacios é a responsável pela cozinha – supervisiona a preparação dos alimentos e cuida de todos os detalhes para que os jogadores sejam bem atendidos e se sintam como se estivessem em casa. Mas a dedicação à seleção não é vista apenas como um trabalho. ‘‘Os jogadores são como se fossem meus filhos e são tratados dessa maneira’’, afirma. Ela costuma chamá-los carinhosamente de ‘‘los niños’’.
A dedicação de Alicia Palacios é compensada pelo tratamento que recebe dos jogadores. ‘‘Eles se preocupam comigo, querem saber se estou bem e a maioria me chama carinhosamente de tia’’, conta. Orgulhosa, ela revela que é chamada pelo jogador Manuel Neira de ‘‘mami’’.
Sobre a seleção, Alicia Palacios disse ter certeza que irá se classificar para a fase final. ‘‘Eles vieram como este objetivo e tenho confiança porque os jogadores são bons’’, diz, orgulhosa. Ela conta que fica muito nervosa em todos os jogos – ‘‘quando um deles se machuca em campo, eu fico sofrendo’’ –, e por isso prefere não ir ao estádio. ‘‘Agora que passou a tensão da estréia, talvez eu assista a alguma partida’’, disse.

mockup