Alguns alunos jogam melhor que professores
Depois de superadas as barreiras entre educadores e pais quanto a importância do xadrez no desenvolvimento de jovens e crianças, conciliar a relação pedagógica entre o xadrez e a escola é uma tarefa difícil. Numa sala de 40 alunos, conforme exemplo de Jaime Sunye Neto, é muito fácil encontrar alunos que saibam jogar melhor que os professores.
Nisto você inverte o sentido do conhecimento, o que é muito mais difícil de acontecer em matérias como português e matemática que acumulam conteúdo, justifica. Mas o fator mais importante neste contexto é utilizar o potencial e conhecimento destes alunos para auxiliar no aprendizado das outras crianças.
Atualmente, os sites da internet são espaços onde grande parte de jovens enxadristas se reúnem diariamente em partidas que podem envolver jogadores de estados e até países diferentes. Sunye Neto cita o site www.paranadigital.com onde o acesso varia entre a média de 200 e 300, por hora, até picos de 500 pessoas jogando on-line de maneira simultânea.
A questão que muitos professores colocam é que o xadrez proporciona um outro tipo de conhecimento. A outra questão é um processo que acaba tendo efeito positivo na renovação da escola quando o assunto é buscar o desenvolvimento cognitivo. Também existem outras maneiras como na música e nos esportes. Você tem uma série de possibilidades, mas o trabalho específico do xadrez é na memorização, arremata. (R.O.)





