Bruno Batata foi contratado para ser o centroavante do Londrina na Série D do Brasileirão. O jogador, porém, não pode atuar pelo clube na Copa do Brasil, já que disputou o torneio pelo J. Malucelli. Assim, ele está fora dos jogos contra o Santos, dias 31 de julho e 14 de agosto, pela terceira fase da competição, e da sequência, caso o Tubarão se classifique. E mesmo com a chegada de novos atacantes, a tendência é de que o técnico Cláudio Tencati escale um velho conhecido como substituto do titular nessas ocasiões: Alexandre Oliveira.
Aos 35 anos, o jogador tem um motivo especial para se dedicar e tentar fazer um semestre bom e com conquistas. São os últimos seis meses de carreira e ele quer encerrá-la com uma conquista. O acesso à Série C, por exemplo, e o avanço a mais fases na Copa do Brasil. "Seria importante se a gente conseguisse o acesso para terminar com chave de ouro", resumiu.
Bambu, como foi apelidado pela torcida alviceleste, perdeu uma parte da preparação para ir a Dubai receber uma homenagem de seu ex-clube e possível destino pós parada. Mesmo assim, garante estar inteiro para as disputas e pronto para ajudar o time. "Perdi uns dias nos Emirados (Árabes), mas agora já estou bem, treinando, participando dos jogos treinos e se o professor precisar de mim estarei sempre disposto para ajudar o time", disse.
Nos jogos treinos realizados nesta intertemporada, Bruno Batata só não começou jogando uma vez e justamente Alexandre foi seu substituto. Foi contra o PSTC, na semana passada. As outras opções para o setor são Paulinho e Mádison, que ainda não convenceram Tencati. "O professor tem várias opções de variações. Contra o PSTC, saí jogando, mas quem vai decidir é o professor durante a semana do jogo do Santos. A gente vem trabalhando forte. Se começar jogando, estarei feliz. Se não começar, farei de tudo para poder ajudar no tempo em que estiver em campo", discursou o atacante.
Alexandre está decidido mesmo a parar este ano. Queria ter parado já após o título paranaense, mas foi convencido por Sérgio Malucelli, gestor do clube, a estender o contrato, mas já avisou que de dezembro não passa. "Era para ser no fim do Paranaense. Já posterguei mais seis meses. O Sérgio queria até o fim do Paranaense de 2015, eu não aceitei. Em dezembro já está decidido, já estou até fazendo um trabalho com o psicólogo e em dezembro vou pendurar a chuteira mesmo", garantiu.
Os sete anos que passou em Dubai não serviram apenas para deixar Alexandre com a vida financeira resolvida. Ele também cativou o dono do Al Wasl, que o quer na coordenação das categorias de base.
"Tenho algumas coisas lá no clube, um projeto. Talvez em julho de 2015, quando começa a temporada, devo viajar para lá para botar em prática. Fui convidado um ano atrás, mas como estava jogando, resolvi não aceitar. Devo coordenar as categorias de base, mas essa mudança envolve muita coisa, envolve família, envolve tudo", contou.
Por isso, quer curtir ao máximo esses últimos seis meses de jogador profissional. "Complicada essa hora (de parar). É um momento que deve ser muito difícil. Já está sendo difícil ouvir o povo falando que está na hora de parar. Por isso o trabalho com o psicólogo", concluiu.

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