Alexandre foi o destaque do Coritiba no clássico
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domingo, 20 de agosto de 2000
Fernando Tupan De Curitiba 
A festa do Atletiba foi programada para o peruano Lobatón, que estreava, e o Atlético, que estava em segundo colocado na Copa João Havelange. Mas quem botou banca foi o estreante adversário, o meia Alexandre e o Coritiba, que se encontrava na penultima colocação da competição.
A entrada de Alexandre no meio-de-campo acabou fazendo o futebol de João Santos desabrochar. Os dois foram os maestros do coxa em todas as jogadas de ataque. O estreante marcou um bonito gol, aproveitando um vacilo de três jogadores atleticanos: Reginaldo, Marcus Vinicius e Émerson. No segundo tempo ele fez a jogada que originou o terceiro gol do volante Daniel. O atacante Da Silva também teve papel importante. Ele passou dois gols.
A violência acabou aparecendo no gramado. Reginaldo Araújo e Émerson se insultaram e trocaram tapas. O juiz paranaense mostrou o cartão vermelho para ambos. Nas arquibancadas, as torcidas colaboravam para o clima tenso, atirando rojões em direção aos adversários. Quando a torcida atleticana atirou um rojão em direção ao banco do Coritiba, o técnico Fito Neves saiu do abrigo e invadiu o gramado. Sobrou para o massagista Moacir Medeiros que acabou expulso depois de discutir com o árbitro auxiliar, Sérgio Faria de Cristo.
A grande decepção do Atletiba foi o técnico Artur Rosa, do Atlético. Rosa foi apontado pela torcida como o culpado diretamente pelo resultado negativo. Tanto que ele foi hostilizado pela torcida desde o início do segundo tempo. Os torcedores o chamavam de burro, soltavam palavrões e atiravam objetos em sua direção.
O treinador errou ao tirar Kléberson, aos 35 minutos do primeiro tempo. A troca por Luizinho Vieira foi desastrosa. O rubro-negro perdeu a meia cancha e a bola dificilmente chegava redonda aos atacantes Kléber e Lobatón.


