Rio, 29 (AE) - O piloto Alexandre Barros inicia amanhã com a sua equipe, a Honda Pons, um período de três dias de treinos no Circuito de Jacarepaguá, zona oeste, onde será disputada a penúltima etapa do Campeonato Mundial de Motovelocidade de 500 cilindradas, no dia 24 de outubro. Antes disso, haverá cinco grandes prêmios, mas Alexandre afirmou que uma vitória no Brasil terá importância estratégica. "Ganhar aqui vai representar um arranque na minha carreira", explicou o piloto. Assim, a equipe decidiu adaptar a moto às condições da pista carioca com antecedência.
Apesar de não estar tendo bons resultados em 99, ocupa o 11° lugar no campeonato, Alexandre garantiu que conta com o melhor equipamento em seus 10 anos na categoria 500 cilindradas. "Sou o primeiro piloto de uma equipe oficial da Honda, que é a mais regular entre as equipes", disse. Ele explicou, no entanto, que não vem tendo sorte nas provas mais recentes. "Dos quatro últimos grandes prêmios, eu estive perto do pódio em três e tive problemas."
Alexandre afirmou que acredita em uma virada no Mundial e acha que pode lutar pelo título. "Sei que é difícil, pois estou mais de 100 pontos atrás do líder, mas não é impossível, pois faltam sete provas", argumentou. O dono da Honda Pons, o ex-campeão mundial de 250 cilindradas e espanhol Sito Pons, concordou com Alexandre. "O nosso objetivo inicial era conquistar o campeonato, porém, não tivemos os resultados que merecíamos", comentou.
A virada parece estar próxima. Pelo menos é o que mostrou o resultado das Oito Horas de Suzuka, corrida que não faz parte do Mundial. A prova, que conta com a presença dos pilotos participantes do campeonato, foi vencida por Alexandre, que formou uma dupla com o japonês Tetsuya Harada. "Essa corrida tem muito prestígio entre os fabricantes", garantiu o brasileiro.
Primeiro brasileiro a destacar-se no Mundial de Motovelocidade
Alexandre reconhece que o desenvolvimento do esporte no Brasil depende das suas vitórias. "O brasileiro está mal-acostumado com os outros esportes, por isso, preciso ganhar", declarou. "Caso eu consiga vencer um campeonato, serei o Emerson das motos." Alexandre torce para que um brasileiro o substitua nas 500 cilindradas em cinco anos, quando pretende parar de correr.

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