Alexandre Barros cai, sai e chora
O esforço de Alexandre Barros terminou num tombo a 100 metros da chegada e em lágrimas. Barros chorou por não poder repetir no GP do Brasil os bons desempenhos nas outras provas da temporada de motociclismo. Desde os primeiros treinos, o brasileiro brigou com o acerto da sua moto, uma Honda dois cilindros menos potente que as motos de quatro cilindros das equipes de fábrica, como a de Doohan.
Barros largou em 13º e disputava o sétimo lugar com o italiano Doriano Romboni e o francês Jean Michel Bayle quando forçou demais a freada na Curva da Vitória e caiu. Ainda conseguiu se levantar e tentou voltar à pista, mas sua moto estava atolada na caixa de brita e danificada. Só restou a ele tirar o capacete e voltar a pé para os boxes.
O brasileiro estava decepcionado, mas conformado com a situação. Enquanto não estiver numa equipe com apoio de fábrica, não tenho como brigar pelo título, reconheceu. Com o equipamento que uso, disputar o sexto lugar é como se estivesse andando em primeiro.
Barros negocia a renovação com a equipe Gresini e tenta conseguir uma moto de 4 cilindros - a Honda poderá ter abertas duas vagas na equipe oficial caso o campeão Doohan aceite proposta milionária da Yamaha e Alex Crivile não se recupere do acidente sofrido este ano. A Honda tem produção limitada destas motos, que custam US$ 700 mil - seis vezes o preço da moto de Barros, uma Honda NSX V que vale US$ 130 mil.
As motos do colorido circo do Mundial de Motovelocidade são obras de arte. As de 500 cc, com quadro de alumínio, pesam 130 quilos e chegam a atingir no retão de Jacarepaguá 297 km/h. O motor é todo gerenciado eletronicamente. Quando as motos páram nos boxes, um engenheiro pluga um lap-top e monitora e troca os acertos com um simples toque nos teclados. (AE)





