Alex sai em defesa de Luxemburgo
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terça-feira, 05 de setembro de 2000
Das Agências De Gold Coast, Austrália 
Capitão e um dos mais experientes jogadores da seleção olímpica brasileira, o meia Alex, agora do Flamengo, pediu formalmente que ele e os seus companheiros de equipe sejam poupados de questões envolvendo as denúncias contra o técnico do time, Wanderley Luxemburgo. Em nome dos jogadores, peço a vocês que só façam perguntas que deixem o Luxemburgo de lado. Eu procuro ficar alheio, me manter à distância, e peço que vocês façam o mesmo, disse o jogador.
O meia criticou a forma como vêm sendo divulgadas as acusações contra o treinador da seleção, a quem defendeu. Está tendo muito sensacionalismo, estão misturando as coisas, julgando apenas pelo lado pessoal. A partir do momento em que ficar comprovado que ele tem alguma responsabilidade, até se justifica. Mas, sem julgamento, não existe, afirmou Alex.
Pelo fato de terem chegado horas antes do jogo-treino contra um combinado de Gold Coast (misturando jogadores do Palm Beach e do Gold Coast City), Alex, Ronaldinho e Athirson foram os únicos que não participaram da partida. Os atletas, que atuaram na goleada de 5 a 0 sobre a Bolívia pelas eliminatórias da Copa-2002 no domingo, fizeram uma corrida leve e depois bateram bola.
Diferentemente do primeiro jogo-treino contra o Gold Coast City, quando o time sofreu para vencer por 1 a 0 os amadores adversários, ontem a seleção não teve dificuldades para fazer 6 a 0. Os atacantes Geovanni (2) e Lucas (2), o meia-atacante Edu e o volante Mozart fizeram os gols da partida.
Com a chegada de Alex, Ronaldinho e Athirson, agora falta apenas um jogador para completar o grupo de 18 selecionados para os Jogos Olímpicos: o zagueiro Fábio Bilica, que deveria ter chegado ontem da Europa, teve problemas com a passagem.
Trapalhadas As primeiras horas do técnico Wanderley Luxemburgo com a equipe olímpica na Austrália foram marcadas por muita tensão e um festival de trapalhadas da comissão técnica da seleção. Desde que chegou à Austrália, Luxemburgo tem adotado um comportamento atípico. Visivelmente abalado com as denúncias que surgem a cada momento no Brasil de que teria sonegado impostos e estaria envolvido na compra e venda de jogadores e na falsificação de documentos , ele parece acuado, quase não sorri e procura estar sempre ao lado de Lemos e do consultor-técnico Candinho, de quem recebe repetidos gestos de solidariedade.
Logo na primeira entrevista coletiva, porém, Luxemburgo não podia esperar pelo bombardeio de questionamentos feitos pela imprensa internacional, entre os quais japoneses, italianos e australianos, sobre sua situação com a Justiça no Brasil. Ele até que procurou manter a calma quando a repórter Vikki Orvice, do jornal local The Sun Newspaper, perguntou-lhe sobre eventuais problemas no passaporte, em decorrência de um suposto erro na data de nascimento. Luxemburgo respondeu que não falaria sobre assuntos não-referentes aos Jogos e como Orvice insistira, Lemos pediu que ela se calasse.


