Alex revela os segredos do Inter
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O motorista aposentado André Domingos Meschini, 56 anos, de Santa Amélia (63 km ao sul de Cornélio Procópio) acordou cedo ontem, pois tinha um compromisso importante no horário do almoço em Londrina. Iria até o aeroporto esperar o filho Alex, que vinha de Porto Alegre com um objeto muito valioso e cobiçado na bagagem: a medalha de campeão do Mundial de Clubes da Fifa.
O meia do Internacional chegou ontem ao Paraná onde passará suas férias. Logo no desembarque, já pôde perceber que sua vida será diferente daqui para frente. Nascido em Cornélio Procópio e criado em Santa Amélia, deixou a região em 1999 como um desconhecido. Passou por Primavera de Indaiatuba-SP, Guarani, Pirassununguense-SP até chegar ao Inter.
Voltou sete anos depois com um brilho dourado e festejado. Não imaginava ser recebido assim aqui em Londrina. Aqui na minha terra já passaram vários jogadores de nome, como Élber, Nilmar, Fábio e ver esse reconhecimento é muito bom, disse o meia de 24 anos em meio à distribuição de autógrafos e às poses para fotografias.
Alex contou que todo o time demorou para encarar a realidade de ser o número 1 do mundo. A ficha caiu só ontem (terça-feira), quando chegamos em Porto Alegre. Eu de Santa Amélia, muito pequena, muito longe de tudo. É algo que estava muito distante da gente. O ano passado torci para o São Paulo e foi muito bom representar o povo paranaense, o povo do Norte do Paraná, revelou. Tudo impressionava, a grandeza do evento, o Barcelona, que é uma seleção do mundo, o palco do penta (da seleção brasileira, em 2002). É algo que pode ser único, que fica registrado na memória. Lá do Japão a gente não tinha dimensão do que tinha acontecido.
O Inter chegou ao Japão desacreditado. O time campeão da Libertadores da América havia sido desfeito. Com exceção do capitão Fernandão, as principais peças da equipe titular Tinga, Jorge Vágner, Bolívar e Rafael Sóbis foram negociadas. No Brasil e no resto do mundo, o estrelado Barcelona era dado como franco favorito. A goleada sobre o América do México por 4 a 0 contribuiu para aumentar o favoritismo espanhol.
As duas vezes que decidimos com o Boca (Juniors, na Copa Sul-Americana), não tínhamos a confiança que tínhamos na véspera do jogo contra o Barcelona. A gente sabia das dificuldades. Ninguém acreditava na gente e queríamos apresentar o Inter ao mundo como apresentamos, comentou.
Ele contou o segredo que resultou no título. Nosso time é muito comprometido em saber mais sobre o adversário. Estudamos muito o Barcelona. Se dependêssemos do individual, não venceríamos, apontou.


