Alex, o homem do gol de placa
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quinta-feira, 21 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O gol no clássico com o São Paulo foi suficiente para colocar o nome de Alex na antologia de autores dos maiores lances da história do futebol brasileiro. Os dois toques sutis, que desnortearam Émerson e Rogério, e o arremate para a rede se juntam a outros momentos memoráveis, proporcionados por craques da linhagem de Pelé, Dener, Pitta, Marcelinho. A ação do meia do Palmeiras, na noite de quarta-feira, merece ser lembrada como Gol de Placa.
A expressão que define jogada excepcional que termina em gol teve Pelé como fonte de inspiração. Ainda nos anos verdes de sua carreira. O lance de gênio ocorreu em 5 de março de 1961, no clássico contra o Fluminense, no Maracanã. O Santos vencia por 1 a 0, o time carioca pressionava e aos 41 minutos proporcionou contra-ataque. Pelé dominou a bola na meia-lua, ergueu a cabeça e arrancou. No caminho, enfileirou adversários, três, quatro, cinco, seis, até tocar para o gol de Castilho.
A torcida encantou-se e aplaudiu o astro. O jovem repórter Joelmir Beting cobria a partida, ao lado de Nelson Rodrigues. A reação empolgada do cronista fez com que o jornalista sugerisse que fosse feita uma placa para imortalizar o gol. Ele mesmo providenciou o troféu. Os locutores passaram referir-se a gol de placa, sempre que havia lance extraordinário.
O meia Pitta entrou nessa galeria em 16 de março de 1985, quando defendia o São Paulo num duelo com o Palmeiras (4 a 4), no Pacaembu. Aos 11 minutos, recebeu passe no meio-campo, passou por quatro zagueiros, até o arremate final, sem chance para o goleiro Leão. Acreditei no lance e tudo certo.


