Das agências
De São Paulo
Craque e ‘‘dorminhoco.’’ Tanto os elogios como as críticas não mexem com a cabeça do meia Alex, considerado no momento a maior estrela do Palmeiras. Treze dias, após a conquista do Pré-olímpico em Londrina com a Seleção Brasileira, Alex, um dos destaques da competição, teve uma atuação ‘‘apagada’’ no empate sem gols contra o Botafogo, sábado, no Maracanã, no primeiro jogo entre as equipes pelas semifinais do Torneio Rio-São Paulo.
O jogador foi até substituído por Jackson aos 22 minutos do segundo tempo, mas defende-se ao afirmar que não teve uma fraca atuação. Marcado por Marcelinho Paulista, o meia diz que tentou enganar o adversário. ‘‘Eu o tirei da cabeça-da-área, e abri espaço para os companheiros’’, afirma o meia de 22 anos, que não se incomoda com o que falam do seu futebol, muito menos com as cobranças por ser um jogador de seleção. ‘‘Fazer gols é função de artilheiro.’’
O técnico Luiz Felipe Scolari diz que faltou a Alex um pouco mais de movimentação. ‘‘Habilidoso como é, ele deveria ter tentado o drible no marcador, porque se ele fosse para cima, passaria pelo adversário’’, diz Scolari.
No jogo de amanhã, Alex imagina que terá pela frente o mesmo esquema da marcação do adversário. Mas desta vez pretende derrubar a estratégia do Botafogo. Ele disse que vai analisar o teipe da última partida, e estudar a melhor maneira de evitar ser anulado pelos jogadores do meio-de-campo do time carioca. Contratado em junho de 1997 do Coritiba, Alex já disputou 169 partidas com a camisa do Palmeiras e marcou 52 gols, dos quais 18 foram de fora da área.
São Paulo – A maioria dos jogadores do São Paulo menosprezou a idéia do técnico Levir Culpi de contratar um psicólogo para a equipe. O treinador disse que gostaria de contar com o novo profissional antes do jogo contra o Vasco, amanhã, no Rio, mas até ontem o especialista ainda não tinha sido contratado. O time paulista, que perdeu sábado de 3 a 0, precisa vencer por quatro gols de diferença para garantir uma vaga na final do Rio-São Paulo ou conseguir uma vantagem de três gols para provocar uma disputa de pênaltis.
‘‘Acho que não é isso que vai fazer o São Paulo conseguir os resultados dentro de campo. Não acho que uma pessoa estudada vá mudar meu comportamento, por exemplo’’, disse Edmílson. O meia Marcelinho também desconfia da eficiência do trabalho de um psicólogo para ajudar a equipe a vencer. ‘‘A idéia é válida, mas não vai adiantar se a bola não entrar. Só os jogadores podem mudar essa situação’’, afirmou.

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