Alex espera agora um lugar na seleção
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quinta-feira, 12 de junho de 2003
Agência Estado 
Belo Horizonte - Em meio à comemoração do Cruzeiro pela conquista do quarto título da Copa do Brasil, um radialista corre para onde estão os jogadores e aborda o armador Alex, escolhido pela emissora como o melhor em campo na vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo, na noite de quarta-feira, no Mineirão: ''Você provou que é hoje o melhor jogador do futebol brasileiro'', afirma o repórter. ''Essa é a sua opinião'', responde, meio timidamente, o atleta. Embora, pela personalidade mais reservada, Alex evite este tipo de comentário, trata-se de uma opinião atualmente compartilhada pela maioria dos críticos.
''Eu sou um bom jogador e estou ajudando bem o Cruzeiro. Estou bastante satisfeito com o meu rendimento e acho que posso melhorar muito ainda'', avalia Alex, responsável por assistências perfeitas para os três gols que garantiram a conquista cruzeirense. Título que ele mesmo abriu caminho, ao marcar um gol de letra no último domingo, no empate em 1 a 1 da partida de ida, no Maracanã.
Ontem, menos de 24 horas depois de comandar a equipe do Cruzeiro em campo, o meia embarcou para a França, para se juntar à seleção brasileira que irá disputar a Copa das Confederações. Aos 25 anos e sem conseguir esconder a frustração por ter ficado ausente da Copa do Mundo disputada na Ásia, Alex volta a ser convocado para defender o Brasil. ''Espero chegar lá e poder buscar o meu espaço, poder, de repente, arranjar uma brechinha no time'', diz.
A melhor fase de Alex, revelado pelo Coritiba, com a camisa da seleção foi em 1999, quando fez parte da equipe que conquistou a Copa América. Na época, ele jogava pelo Palmeiras. O meia admite que seu desempenho começou a declinar a partir da transferência para o Parma, da Itália, em 2001, depois de uma passagem não tão brilhante pelo Flamengo. Naquele mesmo ano, foi contratado pelo Cruzeiro, mas decepcionou.
Enquanto brigava com os dirigentes italianos para se tornar dono de seus direitos federativos, Alex retornou ao clube mineiro no meio do ano passado, a pedido do técnico Vanderelei Luxemburgo, que precisou convencer a diretoria cruzeirense a dar uma nova chance ao jogador.
Hoje, Alex atribui boa parcela de sua fase ao fato de estar trabalhando com Luxemburgo. O acordo firmado com o Parma, que encerrou uma disputa judicial e lhe assegurou os direitos federativos, segundo ele, também ajudou bastante.
Capetinha Depois do jogo de quarta-feira, Alex deixou de lado o jeito comedido e respondeu às provocações do atacante Edílson, do Flamengo. O flamenguista não economizou nas declarações polêmicas durante a decisão, desdenhando da torcida e de alguns jogadores do clube mineiro.
''O Edílson falou demais. No mínimo, ele desrespeitou'', afirma Alex. ''Algumas provocações são inadequadas, um clube que ele jogou, que o recebeu bem e, de repente, ele falou muita besteira. E teve o que mereceu. Futebol se resolve é nas quatro linhas.''


