Cobiçado por boa parte dos grandes clubes brasileiros, o meia-atacante Alex, do Spartak Moscou, dificilmente retornará ao Brasil agora. Destaque da equipe russa, ele tem contrato por mais três e deve continuar no país que receberá a Copa de 2018.
  Campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2006 com o Internacional, o jogador era o sonho de consumo do presidente corintiano Andrés Sanchez para comandar o meio-campo do time na busca pela primeira Libertadores alvinegra. ‘‘Possibilidade, claro que existe, mas acho muito difícil. Tenho mais três anos de contrato e não me programei para voltar’’, afirmou o meia.
  Boa parte dos jogadores repatriados da Europa nos últimos anos viviam fase ruim em seus clubes ou sofriam com dificuldades de adaptação. Alex, 28 anos, não se encaixa em nenhum dos dois casos. O paranaense é um dos principais jogadores do time, está com moral com os dirigentes e completamente adaptado à Rússia. ‘‘Eles (dirigentes) estão satisfeitos com o que estou apresentando e não tive nenhum problema de adap-tação’’, afirmou o jogador, que abriu uma brecha para uma possível volta. ‘‘Se voltasse, seria por causa da gravidez da minha esposa’’. Ele será pai pela segunda vez.
  O Spartak terminou em quarto lugar o Campeonato Russo e não conseguiu avançar aos mata-matas na Liga dos Campeões da Europa. O time vai enfrentar o Basel, na segunda fase da Liga Europa. O primeiro jogo será dia 17, na Suíça.
Seleção
  Alex curte as férias na casa dos pais, em Santa Amélia (63 km ao sul de Cornélio Procópio). Na pequena cidade, vive dias de astro, afinal, é o mais famoso filho da terra. ‘‘Não, o prefeito é o mais famoso aqui’’, brinca o meia, que retorna no próximo dia 8 para a Rússia.
  Um dos projetos dele para 2011 é a volta à seleção brasileira. O jogador esteve em convocações antes da Copa da África do Sul, mas acabou preterido pelo técnico Dunga para o torneio. ‘‘Era meu melhor momento na carreira. Além disso, o Dunga tinha carências em algumas posições (Alex joga tanto de meia como de lateral-esquerdo) e achei que iria para a Copa, mas não fui. Não é legal perder uma oportunidade de disputar uma Copa, mas não fico me crucificando’’, declara.
  Alex contou que não convive com a ansiedade de uma futura convocação de Mano Menezes, mas confessou que mantém a esperança de ser lembrado pelo novo treinador. ‘‘Estou levando numa boa, tentando fazer bem o meu papel e esperando uma oportunidade para conhecer de perto esse trabalho (reformulação promovida por Mano)’’, comentou.

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