Rio - Fora da lista dos 23 convocados para a Copa do Mundo, o paranaense Alex já sabe qual o lugar que lhe cabe na história do futebol brasileiro. Protagonista nos times que defendeu, o meia-atacante já se conformou em encantar as platéias sem passar pelo palco principal. ''No futuro, quando as pessoas me verem vão dizer: 'Ele é o Alex, aquele que deveria ter disputado uma Copa', disse ao desembarcar em Curitiba após temporada pelo Fenerbahçe, da Turquia.
Ao contrário de Alex, os escolhidos por Parreira ainda têm uma história a escrever. Embora evite comparar gerações, Roberto Carlos acredita que a seleção hoje tem mais qualidade. ''Pelos títulos e a história dos jogadores no futebol mundial, é claro que a seleção atual tem mais importância''.
Falta confirmar a tese em campo. Roberto Carlos sabe que o favoritismo vem antes e o título, no final da Copa. ''Se perguntar a qualquer treinador do mundo, todos vão dizer que o Brasil é o favorito. Mas somos experientes, não vamos nos deixar levar pela euforia. Sabemos que não há time imbatível''.
No momento, ninguém ousa questionar a seleção de Parreira. Até os jogadores que foram preteridos manifestam seu apoio ao técnico. ''Claro que tinha esperanças, mas o Parreira foi justo'', disse o goleiro Marcos, que se recupera de lesão. ''Se estivesse jogando, teria ficado chateado, mas sabia que tinha poucas chances. Todos os 23 foram chamados por méritos''.
Outro que passou por problemas médicos, Ricardo Oliveira também reagiu bem. ''A decisão foi coerente. Só tenho palavras de agradecimento à comissão técnica''.

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