Alex Canziani diz não à SAL
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terça-feira, 20 de janeiro de 1998
Londrina 
Dorico da SilvaCélio e Fábio informam a situação para o elenco, no VGDOntem, às 10 horas, em seu gabinete, o prefeito em exercício, Alex Canziani, anunciou à imprensa o que a Folha havia antecipado na página 10 da edição de ontem. Que a Prefeitura não ia dar dinheiro para a Sociedade Amigos do Londrina (SAL). Estamos anunciando que se os dirigentes da SAL não quiserem continuar no comando do Londrina, a Prefeitura vai arrumar um grupo que possa fazê-lo. Acredito que seria um vexame a nível nacional, se o nosso time ficar de fora do Campeonato Paranaense. Isso não podemos permitir. Vamos procurar os dirigentes da SAL e solicitar a documentação dos jogadores para fazer a inscrição na Federação Paranaense, dando ao Londrina, a condição de participar da competição, disse Alex Canziani, sentado ao lado do secretário de negócios jurídicos, Eduardo Duarte Ferreira. Com isso, o prefeito dava garantias de que o Londrina apesar da SAL, o Tubarão não vai ficar de fora. Vamos comunicar isso oficialmente ao Célio Guergoletto e ao Fábio Scaff, uma vez que o Marcos Alexandre Domingues está fora. Tenho certeza que, se eles não quiserem tocar o Londrina, vamos encontrar pessoas que gostam e estão dispostas a comandar o time no campeonato, acredita Alex Canziani.
As informações que o prefeito é de que o custo do time vai girar em torno de R$ 40 mil. Mas isso é parte das despesas que o clube tem numa competição. Na realidade, com viagens, hoteis, refeições, prêmios e outros gastos, as despesas subirão para R$ 70 mil aproximadamente, segundo os diretores da SAL. Alex disse que não deve ser tudo isso. Perguntado como ficarão os contratos, cessões dos estádios à SAL, Alex deixou claro que a situação urgente é o registro dos jogadores na Federação. Depois disso é que vamos ver como ficarão as outras questões legais. O certo é que vamos encontrar um grupo com disposição de dar continuidade ao Londrina. E a Prefeitura não vai injetar dinheiro nesse novo grupo. Vamos dar todo apoio necessário na busca, junto aos empresários, de recursos que irão sustentar a equipe no Paranaense. Dinheiro a Prefeitura não tem, concluiu Alex Canziani.
Estão fora O vereador Célio Guergoletto é quem tem falado à imprensa, em nome dele, de Fábio Scaff e de Marcos Alexandre. Ontem, no entanto, ele disse que está fora sem ajuda da Prefeitura, confirmando assim decisão anterior de não continuar, no caso de uma negativa do executivo. Conversei no início da tarde com o Fábio e estamos fora. Não vamos continuar. O Marcos Alexandre chega no domingo e ele vai decidir o que fazer. Mas conversei com ele e não tenho a menor dúvida de que ele nos acompanhará e desta forma que a Prefeitura tenha sucesso para encontrar pessoas que administrem o Londrina. Eu e o Fábio estamos saindo, sentenciou Célio. Pouco tempo depois, ele retornou com uma ligação telefônica, informado à Folha, que por volta das 17 horas estaria reunido, ao lado do Fábio, com o elenco, dando conta da decisão que tomaram. Vamos passar ao time que eles terão um novo patrão, brincou Célio, porque eles estavam se retirando. Não queremos chegar no final do mês e ter que tirar do bolso para pagar o time, disse. Célio não falou, mas deixou no ar, que a posição tomada pelo prefeito possa ter alguma ligação política. Como podem dizer que prá nos não tem dinheiro e vai haver para outro grupo? Só pode ter alguma coisa contra nós. Se o problema é a SAL, nós estamos deixando o caminho livre. Só quero que não esqueçam que a SAL pegou o Londrina morrendo nas mãos do Marcelo Caldareli, disputou o brasileiro, investiu no Centro de Treinamento. no Estádio do Café e nas categorias de base. Hoje já devolvi os estádios e se precisarem dos meus préstimos para alguma coisa, estarei sempre disponível, declarou. Antes de desligar, Célio deu nova informação: Hoje o presidente Zé Café recebeu nova intimação, pela qual o funcionário Antônio Marani entrou com reclamação trabalhista, pedindo cerca de R$ 100 mil, por horas extras e outros problemas. Que a Prefeitura resolva mais essa situação, finalizou Célio Guergoletto.


