Alex aposta em nova safra olímpica
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quinta-feira, 07 de agosto de 2008
Dimas Rodrigues<br>Equipe da Folha 
Há oito anos, o meia Alex enchia os olhos do torcedor brasileiro, com um toque refinado, dribles desconcertantes, passes milimétricos e belos gols. Até 2000, o craque paranaense já havia colecionado títulos como a Libertadores e a Copa do Brasil, pelo Palmeiras e o Pré-Olímpico pela seleção brasileira, além de outras relevantes conquistas. Faltava para ele, a medalha de ouro olímpica em Sydney. Mas assim como outros ídolos, tais como Taffarel, Romário e Ronaldo, o habilidoso meia ficou sem ela.
Hoje, em Pequim, uma nova geração de talentosos jogadores tenta escrever uma história diferente, ou uma menos traumática do que 2000, último ano em o futebol brasileiro participou dos Jogos - em Atenas-04, o Brasil sequer se classificou.
Na Olimpíada de Sydney-00, Alex e todo o time comandado por Vanderley Luxemburgo naufragou. Nas quartas-de-final, o Brasil envergonhou a torcida ao ser derrotado na prorrogação por Camarões, quando o adversário jogava com nove jogadores - dois haviam sido expulsos. Até hoje, é difícil explicar aquela campanha. ''O time não se preparou para a Olimpíada, só o Pré-Olímpico que fomos campeões. Mas depois jogamos duas vezes com o Chile que a gente já havia enfrentado no Pré-Olímpico. O time não jogou bem no geral, ninguém se houve bem e aconteceu o que aconteceu, fomos eliminados'', relembrou Alex.
Os problemas fora de campo com o treinador Vanderlei Luxemburgo, alvo de investigação da CPI do Futebol, também teriam atrapalhado o ambiente. ''O Vanderlei (Luxemburgo) também passava naquele momento por um problema particular complicado, dividia a atenção e ele mesmo falou que foi a pior fase da vida dele, e foi uma soma, mas o que aconteceu foi o que time não foi bem'', emendou o jogador.
No retorno ao Brasil, o torcedor não economizou críticas, mas Alex, não se abateu e continuou esbanjando categoria no Palmeiras, no Cruzeiro e agora, idolatrado também na Turquia onde defende há quatro temporadas o Fenerbahce, torce pelos comandados de Dunga em Pequim. E vê a seleção com bons olhos. ''A meninada joga em grandes clubes e são importantes nos times em que atuam. Eles são mais experientes que nós naquela época. Você tem o Rafinha titular no Schalke 04, o Anderson que acabou de ser campeão no Manchester (United), o Jô que foi para a Inglaterra, o Diego, no Werder Bremen, muito bem e mais o Ronaldinho. Tem tudo para voltar com o ouro'', apostou, dividindo o favoritismo do Brasil com a seleção argentina.


