Alessandro realiza sonho da convocação
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quinta-feira, 11 de março de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 12 (AE) - No íntimo, o atacante Alessandro alimentava uma grande esperança em ser convocado para a Seleção. Aos amigos baianos, confidenciou nas férias que este seria o seu ano e, já na pré-temporada, começou a colocar seu plano em prática, adquirindo o melhor condicionamento físico de sua carreira. Os primeiros resultados foram colhidos no Rio-São Paulo, que teve no atacante um de seus destaques e hoje, ao ser chamado por Luxemburgo, comemorou sua primeira convocação para a seleção brasileira, um sonho que, confessa, alimentava há muito tempo. "Agora, só posso esperar uma oportunidade de jogar e que eu possa aproveitá-la", disse ele ao chegar ao CT Rei Pelé.
Nada mal para quem esteve para ser liberado no começo do ano pelo técnico Emerson Leão, que havia chamado Camanducaia de volta. Alessandro foi incluído na lista de jogadores que os santistas poderiam ceder ao Atlético-MG na troca por Hernani. Tudo em consequência do futebol apenas regular apresentado ano passado, no Brasileiro, depois de ter retornado do Japão. "Estava abaixo de meu peso normal e confesso que estranhei o esquema tático da equipe". É que o técnico Leão havia determinado que ele acompanhasse as subidas do lateral, aumentando a força de marcação.
Para manter sua característica de atacante veloz, teve que se superar fisicamente. E conseguiu: Leão não tem mais queixas e ele é titular absoluto do time, ao lado de Viola. Quando saiu do Santos para o Jubilo Iwata, ficou a impressão que Luxemburgo havia dispensado o jogador. "Não foi bem assim", disse Alessandro. Quando recebeu a proposta, fez uma avaliação cuidadosa antes de se decidir. "Tenho família grande e precisava ajudar o pessoal e, com os R$ 5 mil que ganhava, era impossível". Resolveu enfrentar o desafio de jogar num país distante, de língua e comida estranhas, e uma cultura completamente diferente. "Na época, o professor Luxemburgo me chamou e disse que eu iria se quisesse, mas que a proposta era boa". Resolveu aceitar e não se arrepende. "Foi um ano muito importante, pois consegui ajudar minha família como queria". Ao retornar, encontrou Leão diirigindo o Santos e passou a se adaptar ao novo esquema. "Não sou de me esconder dos problemas, prefiro enfrentá-los", disse.
"Nunca tive problemas com Luxemburgo e fui campeão com ele no Rio-São Paulo de 97", disse hoje o jogador. Agora que já está convocado, espera ter uma chance de jogar contra a Coréia do Sul ou Japão. "Se isso acontecer, quero aproveitar bem e conquistar meu espaço", completou.


