Alesi não esconde que meta é estar no pódio
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terça-feira, 25 de março de 1997
Olivio Oricchio 
Agência Estado
Se existe um piloto que está na marca do pênalti ele é Jean Alesi, da Benetton. Na corrida de abertura do campeonato, dia 9 em Melbourne, na Austrália, quando todos esperavam que a Benetton pudesse enfrentar e, com um pouco de sorte, vencer a Williams, Alesi parou no meio da pista, sem gasolina no carro. Mas conforme disse ontem em São Paulo, pouco antes de iniciar sua preparação física, é preciso olhar para a frente. Meu objetivo no GP do Brasil é chegar no pódio, não posso pensar de outra forma. E é bom mesmo que ele não cometa outro erro infantil. Dificilmente Flávio Briatore, dono da equipe, iria entendê-lo.
A relação entre ambos começou a deteriorar-se bastante na última corrida do ano passado. A Benetton parecia ter carro para vencer no Japão, o que seria a sua primeira vitória da temporada. Alesi deu uma largada espetacular, como quase sempre faz, mas ainda na primeira curva de Suzuka cometeu um erro e bateu forte no muro. Agora, neste Mundial, já na primeira etapa, outra vez frustrou a expectativa de resultado de Briatore, que coordena investimentos não inferiores a US 100 milhões por ano na sua organização, com um objetivo: obter sucesso na F-1. O piloto é a peça final da linha de montagem, costuma dizer.
A corrida de Melbourne não refletiu o potencial do modelo B-197 da Benetton, na opinião de Alesi. Em Interlagos a história será outra, conforme diz. Já na largada ele espera se impor a seus adversários. Cerca de 90 por cento de um GP de decide na largada e na primeira volta, se você se der bem a prova está na sua mão. O piso ondulado de Interlagos deverá afetar pouco a sua Benetton. Trata-se de um carro muito superior ao de 96.
Em Melbourne tanto Alesi quanto Gerhard Berger tiveram problemas de equilíbrio por causa dos pneus não terem atingido a temperatura ideal. Ninguém sabe ainda como os carros irão se comportar no asfalto ondulado de São Paulo, afinal todos treinaram em pistas com piso mais uniforme, mas penso que nosso modelo é mais imune a essa deficiência.


